Publicado por: Daniela | 1 novembro, 2008

InterpretaJELB

 

Seguindo a dinâmica do Blog, eis o “InterpretaJELB”, ou seja:   Verbo + JELB = Divagações, mudanças, debates, idéias, estudos, orações e ações.

Então vamos lá…

Interpretar ou Interpretação: Ação de interpretar, de explicar o que é obscuro: interpretação de um texto, de um sonho; é ainda a tradução ou comentário critico: dar a uma coisa esta ou aquela significação, seu propósito, é buscar o direito nela contido para aplicação aos fatos. É uma ação que consiste em estabelecer, simultânea ou consecutivamente, comunicação verbal ou não verbal entre duas entidades que não usem o mesmo código. (Origem: Wikipédia).

O assunto é Teatro no sentido de interpretar textos sagrados trazendo para a nossa vida a aplicação dos fatos e mensagens da Bíblia em forma de ação, mostrar o significado e o propósito da Palavra de Deus para todos de forma dinâmica e criativa para que o que era obscuro seja traduzido através de comunicação e explanação verbal ou não verbal e que todas as entidades ou pessoas possam usar o mesmo código que é Jesus.

 

O InterpretaJELB é um meio de comunicação entre jovens de todas as idades que se envolvem, de alguma forma, com interpretação de peças teatrais cristãs. Aqui iremos “discutir idéias, problemas e soluções em relação a teatro; viabilizar oficinas, cursos, projetos para estruturar e desenvolver trabalhos sólidos nesta área; produzir e disponibilizar material que oriente e dê o máximo de suporte para montagem de uma peça teatral cristã.”

Então… Reflita… Conjugue… Interprete… E divulguem o Blog para que tenhamos um debate dinâmico e sadio sobre os assuntos propostos.

 Lembre-se:

“Uma peça cristã não deve ser uma lavagem cerebral de um elemento de coação, mas sim um instrumento de conscientização”. (Cilene Guedes de Souza – Autora de: “Teatro Evangélico”).

“Tratar de textos sagrados é falar da intimidade da fé, é tocar na alma e se ocupar com o cuidado do mundo.” (Anete Roese – Autora de: “Bibliodrama – A arte de interpretar textos sagrados”).


Responses

  1. Teatro é algo que eu gosto muito!

    Minha principal paixão é na criação do conceito, do roteiro e textos de peças…
    … interpretar especificamente é mais complicado para um tímido de carteirinha. Sempre passo mal antes. Mas é só começar a peça que tudo muda de figura!

    Mas não pensem que faço coisas “normais”, no sentido jelbiano de ser, em relação ao teatro.

    Minha visão sobre essa área é diferente do que vejo por aí…. bem diferente.

    A pergunta principal que faço em relação ao teatro cristão e que explicarei um pouco melhor no próximo comentário se revela na seguinte pergunta:

    – SERmão ou não SER, eis a questão?

  2. SERmão ou não ser?

    Em geral, vejo dois tipos de teatros que as pessoas da JELB e IELB costumam chamar de teatro cristão:
    – peças baseadas ou basicamente interpretação do texto bíblico;
    – teatro sermão, em geral, escritas por um pastor quase que numa forma de mensagem dividida em um jogral contextualizado (rs).

    Algumas poucas peças que ao longo dos tempos tentaram trazer temas um pouco mais “polêmicos”, digamos assim, acabaram numa mesmice do tipo clássico “o jovem drogado”.

    Em geral também vejo muita peça legalista e um número muito grande delas, no arquivo JELB e fora dele, não falam ao coração e, principalmente, não entretém.

    No próximo comentário quero falar sobre minha visão especificamente, sobre o que poderia ser feito em termos de teatro na JELB que mudasse um pouco essas três formas clássicas de teatro cristão.

  3. Quem vai ao teatro, digo, qualquer teatro, vai em busca do quê? O que motiva pessoas a se arrumarem, saírem de casa, pagar por um ingresso e assistir um peça de teatro?

    A resposta para essas perguntas, na minha opinião, é uma só… e é também um dos elementos que menos vejo no acervo de peças e na forma de se fazer teatro na JELB (não em todo o lugar, é claro).

    Entretenimento é a resposta.

    Teatro, mesmo o cristão, deveria estar associado a entretenimento, na minha opinião. E isso muda bastante o conceito funcional de teatro que fazemos hoje.

    Teatro funcional faz parte da vida da igreja como igreja, pois é aquele tipo de peça que é pura interpretação do texto bíblico ou mesmo uma peça-reflexiva (com um tema aplicável a uma mensagem cristã que aponta claramente para Jesus). E esse tipo de teatro até pode entreter, mas em geral não me parece estar sendo pensado assim.

    De qualquer forma, teatro cristão funcional está intimamente ligado com a edificação da igreja.

    Agora, o teatro cristão entretenimento (seja qual for o gênero), na minha opinião, tem um foco mais missionário. Pois a grande preocupação é levar uma mensagem cristã que enseje a missão… mas, especialmente, que leve pessoas à reflexão sobre situações, comportamentos sociais, valores, e diversos temas importantes, sem necessariamente tratar de santificação – possivelmente preparando o caminho para a mensagem da justificação na graça. a Cilene Guedes, citada pela Daniela, dá um boa dica nesse sentido ao falar do teatro como instrumento de conscientização.

    Assim, eu fico feliz de ver essa coluna por aqui, o Joso está de parabéns por estar reunindo tanta gente e movimento a discussão de tantos assuntos legais e importantes para a JELB. E espero por uma discussão profunda em cada tema, aqui também: que possamos falar sobre esses conceitos de teatro, sobre as nossas necessidades e pontos de vista no teatro cristão.

    .abraços.
    .Rahel.

  4. Rahel, já esperava por seu comentário, pois tem te mostrado atuante no blog e sempre com ótimas idéias.
    Bom, o objetivo desta coluna é exatamente este…mudar de alguma forma o teatro convencional luterano “crente que salva um perdido no mundo”.
    Uma das formas que encontramos para por isto em prática é o ArtJELB Online que já está sendo divulgado no site http://sites.google.com/site/artjelb/ e em breve aqui no blog.
    Fiquei um pouco triste quando li “Mas não pensem que faço coisas “normais”, no sentido jelbiano de ser, em relação ao teatro”, pois apesar de ter razão em tuas colocações, também posso te afirmar que tem muita gente “pra frente” fazendo e escrevendo teatro na JELB e IELB, mas estão isolados em suas congregações, portanto espero que esse pessoal “não-normal” se agilize e coloque suas idéias e peças teatrais a disposição de todos.
    OK? Abraço, Dani.

  5. Primeiramente gostaria de me apresentar. Sou Eduardo e moro em Vila Velha, Espírito Santo.
    Gostaria de dar os parabéns por essa iniciativa que certamente ajudará muitas juventudes a reavivar suas ações não só dentro da Igreja, como também na comunidade em que estão inseridas. O teatro, juntamente com a música,sem dúvida, é forma mais sensibilizante, divertida, construtiva e gratificante de evangelizar.
    Agora, comentário: Concordo plenamente com Rahel. Os tempos são outros, as necessidades também mudaram. Não se pode esperar que a fórmula de 50 anos atrás (no caso do teatro cristão) seja eficiente nos dias de hoje. Devemos dar às pessoas “o que elas querem” e impregnar isso com a lei e o evangelho de Deus. Espero poder contribuir!
    Também sustento o que Daniela disse: “…tem muita gente ‘pra frente’ fazendo e escrevendo teatro na JELB e IELB, mas estão isolados em suas congregações…”. Um exemplo é minha congregação. Com muito orgulho posso dizer que aqui temos uma certa “tradição” no teatro e não só isso, somos conhecidos no DISCA como inovadores. Em nosso distrito temos festivais de teatro de dois em dois anos. Já apresentamos teatros mudo, outros totalmente coreografados e que modéstia à parte fizeram até algum sucesso!

    A maior parte de nossas conquistas deve-se a uma jovem de muito talento e de imensa criatividade chamada Mellen. Mas ela foi para fora do país e deixou a importante missão de cuidar do teatro da congregação nas minhas mãos e de mais um grupo de pessoas. Então, quero ajudar e ser ajudado aqui, poder discutir e aperfeiçoar o Teatro Cristão.

    Abraços!
    Eduardo.

  6. Olá. Saudação a todos! Creio que esse espaço criado pelos jovens é de suma importânica, visto que o teatro foi um grande instrumento das uniões juvenis do passado para refletirem e testemunharem sua fé em Cristo aos seus contemporâneos.

    Primeiro: Vejo que o teatro que se fazia a anos atrás na JELB refletia o desejo e as necessidades dos jovens da época. Por isso, ele é de suma importância para ser simplesmente descartado ou desprezado pela geração de hoje. Os jovens que se esmeraram nas artes cénicas quebraram muitas barreiras e muitos desafios foram vencidos. Deixaram para a geração mais nova um legado e ainda mais – o desafio de contextualizar sempre a mensagem eterna da salvação.

    Segundo: Esse desafio “vem bem a calhar” neste momento onde vemos novos talentos sendo despertados. Precisamos retomar com muito afinco esse legado tão bonito, mas com e para o jovem de hoje.

    Terceiro: nunca esquecer dos nossos fundamentos de fé e confissão. Não adianta fazermos como os outros, e deixarmos de sermos nós (falo em termos de fé e confissão luterana). Temos de primar sempre pela correta relação entre Lei e Evangelho em nossas peças. Pois a explanação correta das Escrituras é que leva as pessoas ao arrependimento e ao Salvador Jesus.
    Não apenas um belo cenário, falas bem decoradas, ensaios, um excelente jogo de luzes.

    Quarto: Confiem e se apoiem em seus pastores. Duvido que algum pastor vá se negar a apoiar uma peça que leve as pessoas ao encontro de Jesus. Muitas vezes o pastor escreve uma peça teatral exatamente porque ninguém faz.

    Queridos jovens. Vamos agilizar e colaborar com esse desafio de contemporanizar nosso teatro.
    Este site é uma grande ferramenta. Todos os artistas e arteiros estão convidados.
    Um fraterno abraço a todos.
    Pastor Jaques Cristiano Schlosser – Cachoeira do Sul

  7. Puxa, fico feliz em ver que em apenas 3 dias já estamos com várias idéias sobre o assunto.
    Eduardo, com com tuas peças no ArtJELB Online, OK?
    Concordo com o comentário do Jaques, e mais… É ótimo que tenhamos na IELB congregações onde o teatro está a pleno vapor, mas não devemos descartar a simples dramatização de um texto bíblico no culto, pois este é o primeiro passo para implantar o teatro numa congregação, principalmente as mais tradicionais.
    Até mais,
    Daniela.

  8. Mais uma coisa…
    Estamos em tratativas com a Editora Concórdia para ver a possibilidade de reeditar os antigos ArtJELBs e disponibilizar na internet para os jovens com comentários, sugestões, pontos fortes e fracos de cada peça. Para que elas possam ser aproveitadas e contextualizadas.
    Até mais,
    Daniela.

  9. Oi
    Sem dúvida vivemos novos tempos. Como ainda estamos vivendo em nossas congragações a época da reforma luterana ( comemorada em 31 de outubro), lembrei-me que na época de Martinho Lutero ele foi totalmente inovador, colando letras evangélicas nas música populares de então, ou seja, anunciou a palavra de Deus de forma prazerosa e que todos entendiam. Oro para que jovens sejam despertados e possam ousar nas suas criações sem perder de vista a missão que o Senhor Deus nos confiou.
    Abraços!!!

  10. Daniela,
    Não fique triste com minhas palavras. Para compreendê-las melhor basta entender que o que eu disse tem o mesmo sentido do que você também confirmou:

    – Eu disse: “Mas não pensem que faço coisas “normais”, no sentido jelbiano de ser, em relação ao teatro”

    – Você confirmou: “Bom, o objetivo desta coluna é exatamente este…mudar de alguma forma o teatro convencional luterano “crente que salva um perdido no mundo”.”

    Ou seja, em essência, estamos falando a mesma língua… e portanto não precismos nos entristecer com isso. É claro que sabemos que há gente muito boa… existem inclusive grupos amadores de nível profissional. Mas são raridades.

    Jaques,
    O “teatro que se fazia a anos atrás na JELB” não precisa ser desprezado, mas, até certo ponto, talvez seja necessário que ele seja descartado. Veja a diferença:
    – desprezar o passado seria dizer que o que foi feito, foi um erro grosseiro na época, e seria hoje também;
    – descartar o passado é dizer que muito do que foi feito deve ficar para trás ou ao menos, ser recontextualizado, mas não simplesmente reproduzido.

    Ou seja, precisamos, sim, de produção nova. Sem precisar desprezar o passado.

    Ter e manter em arquivo o que já foi feito é sempre um bom começo. Eu já criei diversas idéias de esquetes e peças partindo do acervo de peças da JELB. Mesmo de algumas que considerava muito ruins…

    … e não espero que o que eu já escrevi e fiz permaneça atual e seja visto sempre com ótimos olhos. O que escrevi… escrevi (no passado mesmo). Agora, eu escrevo. Para o hoje.

    Espero ter explicado meus pontos de vista.
    Pois não desprezo o passado, mas acho que, via de regra, o passado passou. E sei que tem gente muito boa fazendo coisas muito legais, mas o teatro cristão, na JELB, nas palavras da Daniela, “o teatro convencional luterano, costuma ser ‘crente que salva um perdido no mundo'”, sem tratar dos dramas profundos do mundo contemporâneo.

    No mais, concordo com diversas afirmações e ressalto que não tenho a ilusão de que bom teatro sejam as grandes produções, com luzes, efeitos sonoros, e muita pirotecnia. O que chamo de bom teatro cristão é teatro que faça o link entre Cristo e o público alvo.

    A peça pode ser simples, o grupo pode ser de teatro cristão funcional (que atende a edificação da comunidade) ou pode ser teatro cristão missionário (com mais entretenimento), mas o importante é saber algumas questões básicas:
    – o que comunicar;
    – para quem está comunicando;
    – comunicar de coração e com competência;

    Nessa fórmula, na minha opinião, não precisa pirotecnia, efeitos de luz, cenários… mas precisa de dedicação e trabalho, e com certeza, a postura do Servo.

    .abraços.
    .el.

  11. Olá!!
    Fico surpresa em ver tanto revolucionismo na JELB!!.. hehehe
    Mas, que bom..
    Quero comentar um pouco da minha vida com o teatro.
    Já fiz teatros onde realmente o grande tema era o ‘crente salva um perdido no mundo’, também já fiz teatros dos quais eu fui a autora.. teatros revolucionários, humorísticos, etc.
    O que posso dizer que todos os teatros trouxeram impatos, risos, aprendizagens. Por mais que os mesmos poderiam ser as vezes fraquinhos em questão ‘teológica’, ou não possuíam uma grande estrutura de cenários perfeitos, o que realmente nos importava era deixar uma mensagem, fazer as pessoas refletirem sobre o assunto tratado.
    Mas o que realmente importa é ter bem definido o que se pretende ensinar ao espectador. As vezes precisamo ensenar O bom Samaritano na forma integral, a fim de que a mensagem possa ser bem passada (por exemplo).
    No entanto vejo que a composição teatral pode e deve tomar novos rumos. A contemporaneidade nos ensina e nos mostra tantas sujestões e práticas curiosas que fazem o espectador viver, reviver, sonhar e imaginar-se na peça enquanto o assiste, porém o grande problema realmente sempre foi a falta do empurrão inicial, a fim de que um bom trabalho fosse feito e compartilhado entre as diferentes comunidades da IELB.
    Que bom que a JELB abriu este elo de comunicação, pois senti muitas vezes a falta de material e criatividade para o teatro.
    Considero ainda importante ressaltar, que é relevante cada grupo teatral ao adotar uma peça de teatro, reajustá-lo e adaptá-lo para a sua realidade e público espectador, afinal, faz-se necessário que o mesmo seja contextualizado.
    Posso ter alguns pontos de vista ainda imaturos, ou até mesmo antiquadros, mas penso que o teatro é uma das melhores formas de cativar o público.
    Tendo em vista que o teatro é “interpretar textos sagrados trazendo para a nossa vida a aplicação dos fatos e mensagens da Bíblia em forma de ação”, quero compartilhar o conhecimentos estudado e aprendido em relação ao teatro, pois o mesmo tem a “qualidade” de fazer espectador sentir e viver a peça enquanto a mesma está sendo ensenada (exemplificando: História da Crucificação de Jesus – Se o grupo conseguir dramatizar a história tentando demonstrar o sofrimento de Jesus, o espectador estará sofrendo e chorando juntamente com a ensenação, pois na realidade o povo cristão tem conhecimento que a culpa do sofrimento de Jesus era SEU.), assim penso que os teatros nesta nova linha de pensamentos devem ser produzidos com grande cuidado, a fim de não polemizar o teatro, ele deve continuar tento o tema principal que é o amor de Deus pelo seu povo.
    Enfim.. era isso .. por enquanto.. gostaria de receber sugestões e críticas..

    Uma grande abraço em Cristo
    Diana

  12. Revolucionismo? OK, acho que sei do que vc está falando. Partindo do princípio que é a Palavra de Deus, talvez não exista certo ou errado no teatro, cada grupo ou congregação deve saber até onde pode ir para atingir o alvo (Proclamar o evangelho). Não estamos criticando o “teatro convencional luterano”, só preocupada em oferecer e despertar para mudanças positivas nesta arte, para que o teatro sobreviva e fortaleça nossas congregações.
    Quantos congressos de jovens que tinham noite artística com participação em massa das UJs ainda conceguem manter essa prática? Porque?
    Na maioria das vezes vejo que o teatro está sendo deixado de lado por falta de gente preparada para liderar, por falta de material e por falta de peças prontas.
    Por isso vamos agilizar o ArtJELB Online e, quem sabe, no futuro bem próximo fazer encontros, concursos, cursos, etc.
    O assunto do próximo posto será “A liderança no teatro”.
    Até mais,
    Daniela.

  13. Pessoas,
    Sei que escrevo (ou sou lido, algumas vezes) como quem parece “revoltado” com algumas coisas.

    Por um lado eu sou… mas, em primeiro lugar, não com pessoas; e em segundo lugar, não como só sabe falar por falar sem nunca ter feito, tentado, e errado muito. Aliás, continuo errando bastante por aí, e por aqui. rs

    Introduções à parte,
    Quero deixar algumas reflexões a mais:

    1. Daniela, eu acho que estamos, de certa forma, criticando o “teatro convencional luterano”, sim. Afinal para mudar alguma coisa é preciso agir criticamente, elaborar hipóteses alternativas com base na crítica, e testá-las. Acho que precisamos, em geral na IELB e na JELB (na igreja por assim dizer), perder o ranço e o medo de criticar. Não vamos confundir “criticar” com “falar mal” ou “falar pelas costas”. Criticar é falar abertamente de problemas ou contratempos e buscar soluções;

    2. Diana, eu não tenho certeza se entendi sobre o que você quer receber uma crítica e sugestões. Mas o exemplo que você deu de uma encenação da crucificação que leva o público a sentir “o drama da coisa”, aos prantos, para mim, ilustra perfeitamente o que chamo de teatro cristão de entretenimento, apenas que nesse caso, ele tende a estar mais ligado ao que eu chamo de origem um pouco “funcional”, ou seja, para edificação da igreja. Entretenimento pode estar ligado ao drama, comédia, aventura, enfim… apenas ressalto o seguinte: essa categoria de peça dramática, é bem difícil de se fazer, exige boas interpretações, gente bem treinada e ensaiada. Não é fácil fazer drama!

    3. Sobre noite artística, encontros, concursos. Em primeiro lugar, acho que todas essas coisas são conseqüências e resultados de uma JELB amadurecida no teatro. No planejamento que ajudei o Fabrício fazer na área do teatro em 2004, projetamos que em 4 anos de trabalho seria feito o primeiro concurso. Mas o trabalho de base nunca saiu do papel… não sei até hoje o que houve com o coordenador da comissão. Enfim… acho que nessa, como em outras áreas da JELB, é preciso planejamento e paciência para se chegar em resultados sólidos.

    Penso que seria importante, por exemplo, equipar o povo dos distritos e/ou regiões para que os interessados ministrem pequenas oficinas locais ou cursos estudando um mesmo material, refletindo sobre algumas mesmas idéias – quem sabe até mesmo apresentadas em vídeos no youtube. A idéia é seguir uma linha mais simples que atinja mais gente.

    Grandes encontros centralizados nacionalmente, geram grandes gastos com deslocamento. E tendem a reunir pouca gente se comparado ao número de pessoas que podem ser atingidas em diversos encontros distritais e/ou regionais.

    Teatro no congresso?
    Bem… nada impede, já que hoje congresso virou uma colcha de retalhos de ações. Mas lembro que congresso, pelo regimento, é reunião de delegados para discutir a JELB. Mas volto a dizer, nada impede…

    … ainda assim, focaria nos distritos ou até mesmo nas UJs a ação. E a produção de material, na minha opinião, deveria ser voltada para equipar o povo nessas instâncias exatamente como funcionará o ArtJELB online.

    Enfim, apenas algumas idéias e confabulações.

    .abraços.
    .el.

  14. É…
    são muitas idéias, pensamentos diferentes. Olhem a beleza disso tudo. Conversando, criticando, emitindo opiniões diferentes podemos não só refletir sobre o assunto como também conhecer outras idéias, que são derivadas da realidade em que cada pessoa vive. Nosso país é muito grande. A JELB é muito grande, compreende regiões diferentes, culturas e necessidades distintas. A minha congregação é diferente da congregação da Diana, da Daniela ou do pastor Jacques. Por isso não importa o quão diferente é a forma de fazer teatro, desde que seja embasada no que Deus nos ensina através da Bíblia.
    Sobre a idéia de encontros nacionais de teatro. Eu não tenho experiência em grandes eventos e não sei se seria possível. Esse encontro poderia ser feito no próprio congressão. Para começar, não como um grande evento, mas como já é feita com relação às bandas. Uma noite ou um dia com encenações de peças. É uma sugestão!
    Daniela, sobre a coletânia. Como as peças não são minhas, ainda estou juntando com o pessoal aqui da minha juventude. Assim que estiver tudo certo vou te enviar!!

    Abraços.
    Eduardo.

  15. Vamos remendar e explicar… e acrescentar… rs.

    Não sou contra encontros nacionais, mas sejamos honestos, tanto o encontro de músicos, como o próprio ENL, demonstram não reunir muita gente nacionalmente falando. Além disso, em geral, sem querer-querendo, esses encontros parecem centrados demais em pessoas e numa euforia momentâneo, de tal forma que acaba o encontro a a empolgação morre. Vejam os casos do primeiro ENL, do encontro de músicos e da comissão de líderes do segundo ENL. Das duas uma: ou os trabalhos e projetos discutidos estão pouco divulgados ou são nulos! Até onde sei, e talvez não saiba muito, são nulos ou perto disso.

    Encontros menores e mais espalhados, são mais baratos, mais conectados com as realidades locais, e estão mais dentro da realidade da JELB, feliz ou infelizmente. Por isso minha sugestão “localizada”.

    Vamos queimar a gordura localizada antes para depois pensar em apresentar algo nacional, mais esbelto.

    Há algumas gestões da JELB eu defendo que a liderança incentive a reunião categorizada ou temática dos líderes presentes no congresso. Ou seja, informalmente, destina uma ou duas horas pós programação oficial para reunir separadamente ou não, pessoas interessadas em discutir temas: evangelismo e missão, música, liderança, ação social, e teatro… além de outras possíveis áreas.

    Além disso, sem dúvida, assim como músicos recebem ou podem receber espaço no congresso, também os dramaturgos… o povo que interpreta na JELB. Imagino uma grande movimentação com o ArtJELB, com material de palestras em vídeo ou digital para cursos locais espalhados por todo o Brasil, realizado pela liderança local… culminando em diversas apresentações no congresso.

    Nada impede que o povo se reúna já no próximo congresso para conversas, incentivar e coletar ainda mais idéias entre os interessados e até, quem sabe, preparar algumas apresentações em pleno congresso. Liberdade já!

    Enfim… temos muito o que aprender uns com os outros e com o outros, vejam a Amena Brown, por exemplo:

    (eu sei, é em inglês, mas é bonito mesmo assim, e sensacional a poesia cristã dela. É quase uma música.)

    InterpretaJELB pode englobar ainda mais movimentos de interpretação: dança, poesia… entre outras formas de interpretar e entreter para comunicar.

    O fim primeiro de uma peça é comunicar.
    Mas você não faz isso se o povo achar chato.
    E preciso então entreter.

    E vou finalizar introduzindo uma última visão sobre teatro cristão:

    – não seria possível imaginar e chamar de teatro cristão um grupo que se reúne para interpretar peças com temas sociais e afins entre pessoas carentes (em situação de vulnerabilidade social), agindo da mesma forma como um grupo de ação social ligado à igreja muitas vezes faz: simplesmente atuando naquilo que é uma necessidade básica da pessoa no momento?

    Pergunto já deixando minha opinião: isso também, para mim, é teatro cristão.

    Como diz uma frase lembrada pelo pastor Martinho Rennecke: somos chamados para pregar o evangelho todos os dias, e muitas vezes também com palavras.

    .abraços.
    .el.


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