Publicado por: Pastor Elvis | 4 novembro, 2008

PASTOR 24 HORAS POR DIA

04/11 a 10/11/08 – Post 02

“Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, por três anos, noite e dia,
não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um.” At 20.31 (ARA)

Como anda seu estresse com a escolha da sua profissão, vestibular, mercado de trabalho, busca pela independência, crises amorosas? É difícil manter-se tranqüilo nestes dias? É bom quando as pessoas compreendem que suas reações sofrem conseqüências por causa de seu alto nível de estresse?

Diferente da maioria das outras profissões o pastor não é pastor oito horas por dia, mas 24 horas por dia… sério… até dormindo. Olha lá o pastor dormindo! Evidente que ele não vai trabalhar 24 horas por dia.

Agora imagine como fica o nível de estresse…

Capa da Revista Veja em 04/06/2008

Capa da Revista Veja em 04/06/2008

Na revista Veja de 04 de Junho de 2008 foi relatado o resultado de uma pesquisa da International Stress Management Association (Isma), que descobriu que os religiosos possuem os mais altos níveis de estresse. O nível de estresse é semelhante (ou maior) ao de pessoas que trabalham como controladores de vôo, médicos do setor de emergência, executivos, policiais, atendentes de telemarketing e motoristas de ônibus. Um dos fatores chama a atenção: “A psicóloga Ana Maria Rossi, coordenadora da pesquisa de stress profissional da Isma no Brasil, diz que outra fonte de tensão é a expectativa dos fiéis, que esperam dos sacerdotes um comportamento exemplar. ‘Eles são constantemente observados e avaliados’, afirma Ana Maria.” p.160

Em função disto é compreensível que nem sempre o pastor consiga transmitir toda a paz e tranqüilidade como se sua mente já estivesse no céu e seu corpo não sofresse nenhuma conseqüência do pecado.

Uma vez uma congregada, no Mato Grosso, depois de acompanhar a Lista Luterana me disse que os pastores sabiam como ninguém ofender as pessoas. Eu fiquei bem impressionado e triste com a leitura que ela fez. Mas, por alguma razão ela disse isto. É possível que você também tenha uma história de algum dia quando um pastor agiu ou falou algo que você não tenha considerado conveniente.

Agora eu pergunto: Será que nossa expectativa, às vezes, não está sendo exagerada? O simultaneamente justo e pecador se aplica a cada um de nós… inclusive ao pastor.

Evidente que esperamos que o pastor seja um exemplo no que diz respeito a vida santificada, mas nunca podemos esperar que o pastor seja um perfeito paradigma – só Jesus o é.

Se reconhecermos o pastor como um pecador que recebeu o perdão de Deus e agora se esforça para levar uma vida santificada enquanto se preocupa com o bem da Igreja, poderemos compreender de uma forma bem humana algumas manifestações da velha natureza.

Ainda bem que Jesus nos disse: “assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” Jo 13.34b (ARA)

O estresse é conseqüência do pecado e altera nosso humor e percepção. Precisamos sempre viver o perdão que já recebemos de Deus e que agora deve transpirar de nós. “Portanto, deixemos de lado tudo o que nos atrapalha e o pecado que se agarra firmemente em nós e continuemos a correr, sem desanimar, a corrida marcada para nós” Hb 12.1b (NTLH)


Responses

  1. Ótima reflexão… contudo, muitas vezes é o próprio pastor que se coloca neste “pedestal”, nãoé mesmo? As congregações exigem muito mesmo, não só do pastor, como de sua família como um todo.
    Mas quero relatar uma experiência que meu marido teve: Em um estudo bíblico com o departamento de servas, uma serva escolheu um determinado hino e o pastor falou simplesmente que não conhecia, mas que ela poderia ensinar pra ele e para as outras servas, ela deu um suspiro e falou: “Como é bom saber que o nosso pastor também é humano e não sabe de todas as coisas”.
    O pastor deve se mostrar humano e pecador.
    OBS: Não posso deixar de dar um puxão zinho de orelha: O pastor deve lembrar que seu primeiro ministério é sua família!
    Até mais,
    Daniela.

  2. Nossa!
    Surpreendente!

    Gostei de saber do estresse dos pastores.

    Eu lembro que no congresso de Curitiba uma tal de UFIPOL (União dos Filhos de Pastores e Obreiros Luteranos) reuniu os filhos e filhas de pastores com um discurso parecido:
    – “… nós não podemos isso, não podemos aquilo, somos muito visados, tudo que fazemos reflete em nosso pai…”

    Sinceramente, não me identifiquei com o discurso. Entendo muito bem que existem muitas realidades em que o pastor e sua família é visada e sofre com isso. Conheço muitas congregações em que a casa do pastor é a casa da congregação… todos entram e saem a hora que bem entendem.

    Mas eu sou sou um FDP (Filho De Pastor) que não sofreu isso, mesmo nos anos mais intensos de envolvimento do meu pai no ministério, aqueles em que nossa casa era a casa da congregação, e que nossa família era absolutamente visada.

    Na verdade, sei que precisamos reconhecer que o pastor e sua família (seu primeiro ministério? Isso é com base em “1 Coríntios 7.5”?) sofrem com o assédio da congregação, com as exigências do ministério…

    … a meu ver, aí entra aquilo que falo sobre o pastorcentrismo. Se os membros procurassem exigir do pastor o ensino e preparo de todos para que esses estejam preparados para o seu sacerdócio real como líderes de grupos de estudo, líderes de diversos ministérios (serviços), líderes de visitação (irmãos afastados, enfermos, enlutados, presos), de batismos e Santa Ceia em situações diversas, o trabalho seria amplamente distribuído e a pressão também. Vejam que nós todos podemos nos incluir naquela frase que comentei sobre os filhos de pastores:

    “… tudo que fazemos reflete em nosso pai…” (aqui Pai que está no céu, cujo Reino está em nós)

    Está na hora de distribuir melhor a pressão e o estresse que hoje é imposto ou “apenas” sentido pelos pastores. Quem deve começar isso? Quem irá começar?

  3. Gostei muito do texto, principalmente por nos mostrar que pastor também é humano, falho, pecador..

    Acho que o “primeiro ministerio é a familia” tem a ver com 1 Timoteo 3.5, nao? E no mesmo capitulo tambem nos mostra que dever ser alguém que “niguém possa culpar de nada”..
    Eai?! hehe..

  4. Quanto ao pastorcentrismo, concordo plenamente que as tarefas deveriam ser mais bem distribuidas, junto com as responsabilidades e a pressão.. a idéia do trabalho em comissoes na jelb tambem poderia ser aplicada na ielb nesse sentido?
    Acho que cada congregação tem sua situação, influenciando assim no trabalho do pastor.. em lugares em que ainda nao apareceram lideranças o trabalho fica para o pastor mesmo.. mas quando temos as lideranças, acho que deve-se tratar da organização mesmo.. de um planejamento de atividades, divisão em grupos (jovens, servas, leigos, musica, oração, testemunho, etc e mais etc..) e muita oração, sempre!

  5. Primeiro ministério: quero dizer que muitos pastores se sobrecarregam tanto com as atividades da congregação que acabam esquecendo que tem família, esposa, filhos, se torna um exemplo para a comunidade, mas um mau exemplo de esposo e pai ausente, já vi muitos casos assim. Me baseei nos conselhos da diretoria nacional da IELB mesmo, que está falando bastante esse assunto com os pastores, inclusive no curso “cuidando de cuidadores” que é exelente.
    Quanto a 1Coríntios 7.5, com certeza o sexo faz parte da vida do pastor sim e deve fazer como qualquer casal saudável.
    Quanto a 1 Timóteo 3.5, também é muito válido, o pastor não deve seguir a regra do “faça o que eu digo e não faça o que eu faço”, cuidar bem de sua família já é um exelente exemplo pra congregação.
    Até mais,
    Dani.

  6. Olá amigos,

    Com certeza Daniela, como você disse muitas vezes é o próprio pastor que exerce um ministério “pastorcêntrico” (nas palavras do Rahel) criando sobre si mesmo não só uma sobre-carga de trabalho como de expectativa por parte dos membros (e a expectativa errada é, ao meu ver, um dos maiores empecilhos na hora de mudarmos a metodologia de trabalho). A distribuição de trabalho em si é algo fácil… o difícil é mudarmos os pressupostos (expectativas, cultura, conveniência) que fazem com que o trabalho seja centralizado.
    Fico feliz Miguel por você destacar a humanidade do pastor no texto. A proposta com este texto é exatamente mostrar porque, em alguns momentos, podem acontecer conflitos – por causa da natureza pecaminosa.
    Seria perda de tempo tentarmos simplesmente “defender” ou “acusar” a pessoa do pastor. Podemos e devemos ir além… podemos analisar as razões de algumas dificuldades e a partir de então pensarmos em possibilidades de soluções.
    Antes de entrarmos em questões mais delicadas procurarei colocar para nossas discussões algo que considero que deva ser nossa base de discussão como a humanidade do pastor, o ofício sacerdotal de todos os crentes, a fundamentação teológica para o ministério público e as suas respectivas funções. Como o Rahel comentou, existem congregações com realidades diferentes. Isto significa que o que for novidade para uns poderá ser evidente para outros. Por isto a importância, ao meu ver, de formarmos uma base para o diálogo.
    Estou anotando as sugestões e idéias para que logo em seguida virem tópicos (ou conteúdo dentro de tópicos).
    Vou colocar um post com a nova lista de tópicos e as datas de publicação. Só não sei se faço isto na próxima terça-feira ou antes.
    Sobre a família… Jesus nos disse que quem deixa da esposa para se casar com outra está pecando… mas, quem deixa do ministério para exercer outra função está pecando? Quero falar sobre isto no tópico “O Ofício do Pastor é Perpétuo?”.
    Uma função não deveria impedir a outra.
    Ser negligente no cuidado com a família é pecado.
    Havendo conflito o bom senso determinará a prioridade (um congregado prestes a se suicidar e a esposa que quer ir fazer compras, por exemplo… neste caso é evidente, que a família espere).
    Como o Miguel induziu a respostas com a pergunta… o pastor tem que ser um exemplo sim. Agora, é importante lembrar que ele deve ser um exemplo de cristão e não acima do que se espera de um cristão exemplar (na teoria isto é claro, na prática nem sempre).
    Mais uma vez obrigado pela participação.
    Fiquem a vontade para sempre proporem novos temas ou compartilharem situações (não usando nomes dos envolvidos, se o assunto for polêmico).

    Um grande abraço,
    PE

  7. Para mim o ministério (serviço) primeiro é o de Cristo. Aquilo que fazemos em retribuição ao que Ele fez por nós na cruz…

    … e a base da família, não é deixar o ministério pastoral de lado, mas, como diz em “Efésios 5:21”, pelo respeito que vocês têm por Cristo, sejam obedientes um ao outro, marido e mulher.

    Sem o respeito que há em cristo não há obediência mútua, mas escravidão e jogo de poder dentro da família, exigências, mandos e desmandos.

    A mesma coisa na igreja; na tradução Almeida, esse versículo que citei está dentro do “inexistente” título que trata da vida da igreja e não no “inexistente” título que trata de “maridos e esposas” da NTLH. No frigir dos ovos, acho que tanto faz… pois a submissão primeira é a Cristo na relação entre cristãos.

    Sugeri o texto de “1 Coríntios 7:5” pois acredito que o texto é menos taxativo que o texto de “1 Timóteo 3.5”. Veja a continuidade do texto de Paulo aos coríntios.

    Ele deixa, na minha opinião, claro que o serviço (ministério) primeiro é o serviço do Senhor, apesar de dizer que não quer obrigar ninguém a nada – pois entende que quem casa ficará divido. Vejam com que liberdade, cuidado e leveza Paulo fala:

    “Irmãos, o que eu quero dizer é isto: não nos resta muito tempo, e daqui em diante os casados devem viver como se não tivessem casado; os que choram, como se não estivessem chorando; os que estão rindo, como se não estivessem rindo; os que compram, como se não fosse deles aquilo que compraram; os que tratam das coisas deste mundo, como se não estivessem ocupados com elas. Pois este mundo, como está agora, não vai durar muito. Eu quero livrá-los de preocupações. O solteiro se interessa pelas coisas do Senhor porque quer agradá-lo. Mas o homem casado se interessa pelas coisas deste mundo porque quer agradar a sua esposa e por isso é puxado para duas direções diferentes. Quanto às mulheres, tanto as viúvas quanto as solteiras, elas estão interessadas nas coisas do Senhor porque querem se dedicar de corpo e alma a ele. Mas a mulher casada se interessa pelas coisas deste mundo porque quer agradar o marido. Eu estou dizendo isso porque quero ajudá-los. Não estou querendo obrigar ninguém a nada. Pelo contrário, quero que façam o que é direito e certo e que se entreguem ao serviço do Senhor com toda a dedicação.” (1 Coríntios 7.29-35)

    Se o serviço do Senhor não estiver em primeiro lugar, não haverá o respeito por Cristo que é a base da relação revelada em “Efésios 5:21”.
    Assim eu entendo.

    .abraços.
    .em Jesus.
    .el.

  8. É isto aí.

    O assunto fica muito interessante porque ele passa por uma linha tênue entre os frutos da fé e os ofícios que o cristão é vocacionado para realizar, em benefício dos outros.

    “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim” Mt 10.37

    E quem ama a sua esposa ou o seu marido mais do que a Jesus ouve a mesma frase… não é digno de Jesus. Se Jesus não estiver em primeiro lugar na vida da pessoa, então ela está cometendo pecado contra o 1o mandamento, se é que ainda tem fé. Caso tenha fé e persista no pecado voluntário (levando uma vida de pecado) acabará caindo da fé.

    Quanto a fazer a vontade de Deus ou da esposa e do marido, podemos também citar a frase de Pedro para as autoridades religiosas:

    “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.” At 5.29b

    Agora, aqui cabe bem uma distinção entre fé (e seus frutos) e ofício (que no caso do cristão sofre também conseqüências diretas da fé).

    A fé sempre vem em primeiro lugar.

    No que diz respeito a vocação (ser cidadão, pai, filho, patrão, agricultor, pastor, etc) existem sim prioridades diferentes. Algumas vocações que recebem prioridade são as de pais, filhos e cônjuges.

    Um livro muito jóia neste sentido é “A VOCAÇÃO SEGUNDO LUTERO”, da editora da ULBRA.
    http://www.editoradaulbra.com.br/catalogo/livros/teologia/teo27.html

    Um grande abraço,
    PE

  9. Por favor, não me interpretem mal…
    Não estou falando de largar a fé em Deus pra atender a caprichos da família, longe disso. Estou falando de viver de aparências, de ser ipócrita mesmo. Neste sentido que digo que a família é o primeiro sacerdócio, não acima de Deus, mas primeira responsabilidade que Deus nos dá. Não adianta ser “bom cristão”, bom patrão ou bom pastor, se não é bom pai ou mãe, bom marido ou esposa.
    Agir para manter as aparências e “conquistar” simpatia, exemplo: Pastor que falta a apresentação de dia dos pais que seu filho preparou para ficar jogando futebol com o departamento de leigos, ofício 24h por dia sim, mas e família onde fica?
    Até mais,
    Daniela.

  10. Daniela,

    Acho que não é o caso de interpretação equivocada das suas palavras… mas de aproveitar as suas palavras para levantar novas abordagens e fazer colocações.

    Pode não ser o caso, mas às vezes é necessário admitir um certo problema de lógica ou no uso de palavras, sem nenhum medo de ser feliz também. Eu vivo fazendo isso… me explicando, remendando, me arrependendo e voltando atrás em coisas “mal ditas” (não malditas… rs).

    Não gosto muito de falar em ser bom cristão… mas vamos seguir nessa linha de raciocínio:
    – não há bom cristão, sem ser bom patrão ou empregado, bom pai ou mãe, bom marido ou esposa. Afinal, em obras da lei precisamos ser perfeitos.

    Mas há “bom cristão” que apesar de mau patrão e empregado, pai ou mãe medíocre, marido e esposa relapsos, se arrepende diariamente e recorre ao perdão de Deus, conquistado por Jesus. Mas só há arrependimento onde Cristo está em primeiro lugar. E é dessa inversão e cuidado que estou falando e chamando a atenção.

    Não se trata de interpretar mal suas palavras.

    Vejo assim: pastor que esquece a família, ainda mais pelo futebol, ou mesmo trocando-a pelo ministério, está errado. Pastor que lembra demais da família, também. O mesmo vale para todos os crentes. Mulher que lembra demais da família e esquece do seu chamado para a missão, está errada. E homem que coloca o serviço na igreja trocando pelo serviço da família está errado.

    Lutero coloca que em tudo isso servimos a Deus.
    Até mesmo quando as crianças freqüentam a escola elas servem a Deus fazendo assim.

    Mas a lógica por trás disso é que em primeiro lugar sempre está Cristo. Onde ele está em primeiro lugar, aí temos possibilidade de equilíbrio(?). Sim, temos. Mas temos também arrependimento em meio às crises que sempre podem acontecer.

    E tentando então responder a sua pergunta (e a família onde fica?): fica inserida no serviço àquele que está em primeiro lugar, que é Cristo, que também divide as coisas… ou seja, Ele é motivo de certa divisão também, por isso Paulo fala com muita propriedade:

    “Eu quero livrá-los de preocupações. O solteiro se interessa pelas coisas do Senhor porque quer agradá-lo. Mas o homem casado se interessa pelas coisas deste mundo porque quer agradar a sua esposa e por isso é puxado para duas direções diferentes.”

    … são direções diferentes, e veja que Paulo não está falando do pastor, mas de todo sacerdote real. Está falando de todos os crentes. Ele está dizendo com todas as letras: “gente, não é fácil ficar entre agradar ao Senhor e agradar o marido ou a esposa…. então tenham discernimento e procurem servir com dedicação.”

    Sendo assim, para não dizer que estamos interpretando mal suas palavras, a coisa não é fácil mesmo. E é preciso contar com discernimento, oração, compreensão, e também com esforço e dedicação em ambos os “setores” do serviço ao Senhor, pois a partir do momento em que se casa, estamos todos, leigos ou pastores, homens ou mulheres, nos dividindo em “diferentes direções”.

    .abraços.
    .em Jesus.
    .Rahel.

  11. Quanto ao fato das duas direções, de que Paulo fala, acho simples ser resolvido..
    Por exemplo no caso de o cristão(também o pastor) agradar a esposa ou trabalhar na Igreja, Paulo também diz que a esposa deve obedecer ao seu marido, pois é o que deve fazer por ser cristã, e o marido amar sua esposa e não ser grosseiro com ela(Colossenses 3.18-19). Considero que a esposa ser obediente, é também entender o marido quando este tem o dever na Igreja e se deixar em segundo plano.
    Mas isso se olharmos somente em algo mais simples, como por exemplo a mulher querer ir ao supermercado juntos quando o marido tem uma reunião marcada no grupo de leigos..
    Agora se pensarmos em algo como: a mulher está em trabalho de parto no momento em que o marido iria para o ensaio do coral, e ele é o regente. E ai?!
    Pelo bom senso, o marido avisaria o pessoal do coral e acompanharia sua esposa, pois é uma emergência e sua presença ao lado dela é muito importante. Sendo assim, ele também está agradando a Deus.

    Acho que tudo depende de sermos “sacrifícios vivos”(Romanos 12.1), servindo a Deus em tudo o que fizermos. Às vezes teremos duas formas de o fazer, então, basta escolher.

    (Só pra ressaltar que os exemplos também são para a relação da esposa com o marido, a não ser no caso do parto, hehehe)

  12. Miguel,

    Duas questões:

    1. marido amar e esposa obedecer, é a mesma coisa. A base da relação está bem clara em “Efésios 5:21”: “Sejam obedientes uns aos outros, pelo respeito que tem por Cristo.”

    E vezam que o obedecer ou a submissão não é imposta mas, pelo respeito que há por Cristo, um se submete ao outro e não um submete o outro. Mas daqui a pouco estaremos discutindo o ministério feminino desse jeito… rs.

    2. No seu exemplo, acho que não é preciso radicalizar para o parto não… eu acharia bem grosseiro o marido deixar a família esperando as compras por uma reunião dos leigos – que já deveriam ser bem “grandinhos” para se virar sem o pastor.

    Como ressaltei antes… estamos entrando em questões praticamente adiáforas nesses exemplos. Então precisamos observar alguns princípios… lembrei antes que ser “sacrifício vivo” (servir) é também amar a família ou a noiva (esposa) da mesma forma como cristo ama (serve) a igreja. É quase como se não houvesse diferença…

    … Paulo sabe tão bem dessa dificuldade de dividir o tempo que deixa claro: “Eu estou dizendo isso porque quero ajudá-los. Não estou querendo obrigar ninguém a nada.” (1 Coríntios 7.35)

    A coisa é tão complicada que Paulo fala que é casar é bom, mas melhor seria não casar (1 Coríntios 7.38). Pois dividiria menos os cristãos entre o serviço na família e o serviço fora dela. E agora?

    rs

    .el.

  13. Pois é, acho que acabei escrevendo tudo meio confuso, hehe

    o que quis dizer, no fim das contas, é que é possivel servir a Deus e ao proximo de mais de uma maneira.. independente do que tivermos que fazer, devemos pensar no que é melhor para a Igreja(com I maiúsculo).. e a família, (ou amigos, ou quem quer que seja que tenha um compromisso marcado por exemplo) tem o dever de entender quando sao “deixados de lado”..
    Sempre é uma questao de escolher a quem ajudar.. comparecer em casa ou ajudar na igreja (minusculo)? De qualquer forma estaremos glorificando o nome de Deus, se o fizermos com esse intuito..
    A partir dai acho que podemos tratar o casamento como um dom.. e sendo um dom, quem o tem usa-o numa medida maior, se dedicando mais à sua familia.. e quem nao o tem, se dedica mais à igreja (minusculo).. amobos estao fazendo a vontade de Deus..

    (to muito errado?! hehe)

    Abraços!


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