Publicado por: Pastor Elvis | 3 dezembro, 2008

CADÊ O APOIO?

02/12 a 08/12/08 – Post 06

“Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas,
distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.” 1Co 12.11

Olá queridos em Cristo,

Há aproximadamente um mês atrás foi feito as seguintes perguntas:

Como propor mudanças na UJ sem o apoio do Pastor?

Pode o jovem “cobrar” o pastor para que os apóie mais ativamente?


Para mim, seria uma grande dificuldade oferecer uma resposta para todas as situações sem ser superficial. Afinal, nem todas as iniciativas, nem todas as congregações e nem todos os pastores são iguais (ainda bem que não o são).

Como este espaço é de discussão e reflexão procurarei relembrar rapidamente alguns pressupostos já vistos e deixar que cada um analise o seu caso de acordo com a sua realidade.

De quem é a Igreja?

Não é nem do pastor, nem da diretoria, nem de algum departamento ou comissão, nem sequer dos membros como um todo, mas ela pertence a Deus. Jesus Cristo é o cabeça e todos nós (cristãos) fomos trazidos à Igreja pela graça de Deus, mediante a fé. Agora recebemos perdão dos pecados, vida e salvação. Deus Espírito Santo habita em nós pelos meios da graça e molda nossa mente para que tenhamos a mente de Cristo. Somos todos membros guiados pela cabeça que é Jesus Cristo.

Sendo assim, devemos todos buscar na Palavra de Deus o guia para nortear nossa vida santificada. Isto nos lembra que a Igreja não é um lugar de imposição de idéias por parte de seres humanos.

Quem é o Pastor?

Um cristão. Um membro do corpo de Cristo que recebeu do Espírito Santo dons espirituais como cada membro também recebe. Deus Espírito Santo distribui diferentes dons espirituais de acordo com as necessidades da Igreja (do corpo) e não de acordo com a vontade pecaminosa dos seres humanos. O pastor recebe um chamado divino mediante a congregação e se torna o responsável pelo ensino público da Palavra de Deus entre aqueles congregados. Se me permitem a brincadeira, o chamado divino não torna o pastor em uma espécie de divindade. O chamado é divino porque procede de Deus, e não por conceder algum tipo de divindade ou conceder um estado espiritual distinto. O pastor é um cristão, como todos os cristãos, lutando contra sua natureza pecaminosa para que o Espírito Santo possa usá-lo no privilégio (e não direito) que é ser (agir como) pastor.

O pastor é o supervisor do trabalho, mas (graças ao bom Deus) não é o único que recebeu dons. O pastor também não é o único que possui boas idéias para o crescimento do Reino de Deus. O pastor não acertará sempre (não podemos esperar isto dele e nem ele deve esperar isto de si mesmo).

“Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti…” 1Co 12.21a

Agora já podemos tirar algumas conclusões.

O apoio do pastor é importante, principalmente por causa da realidade que vivemos hoje onde se espera muito pelo (e do) pastor e, como já foi dito, há momentos em que o próprio pastor alimenta esta dependência. Embora importante este apoio não deve ser fundamental. Se um determinado projeto se mostra um bom instrumento para o crescimento do Reino de Deus e está de acordo com a vontade de Deus, então ele deve ser tocado, mesmo sem apoio do pastor.

Há diferença entre não apoiar e ser contra. Se o pastor for contra ele mostrará porque é contra. Se o motivo estiver de acordo com a Palavra de Deus então somos totalmente a esta autoridade divina.

No caso do pastor simplesmente não apoiar e o projeto ser bom (de acordo com a Palavra de Deus e se mostrando útil para o crescimento do Reino)… podem os jovens “cobrar” apoio do pastor?

Dentro do amor cristão… podem, claro. Façam isto com amor lembrando-se que o pastor é um cristão que ama a Igreja de Deus… ama a tal ponto que decidiu dedicar sua vida para trabalhar com o povo de Deus.

Antes de “cobrar” apoio procure antecipar qual a possível razão para a falta de apoio.

Cadê o apoio?

Talvez um projeto que ofereça bons resultados possua dificuldades doutrinárias não tão evidentes.

Talvez o pastor seja favorável a idéia, mas se encontra sem condições de apoiá-la como os jovens gostariam (até dificuldades de agenda podem acarretar isto).

Talvez a idéia seja boa para um determinado grupo, mas prejudicial para outro.

Talvez o pastor esteja receoso de que se apoiar determinado trabalho acabará tendo que assumi-lo, no caso da liderança atual abandonar esta tarefa (pelo menos assumir até formar outro grupo que se responsabilize por esta determinada tarefa).

Talvez o pastor queira que os jovens adquiram autonomia, liderança e desenvolvam dons ao tocarem um projeto sem ele.

Talvez seja um motivo bem pessoal…

Como propor mudanças na juventude sem o apoio do pastor?
Lembrando a quem nós servimos.

Abraços,
PE


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