Publicado por: Pastor Elvis | 10 dezembro, 2008

NÃO É UM ESTADO ESPIRITUAL

09/12 a 15/12/2008 – Post 07

“Também dizei a Arquipo: atenta para o ministério que recebeste no Senhor,
para o cumprires” Cl 4.17

Olá queridos amigos e irmãos que acessam o RefleteJELB,

Introdução

Quero convidá-os para refletirmos sobre o fato de que o ministério público pastoral não concede ao pastor um estado espiritual distinto dos outros cristãos.

Já falamos algumas coisas neste sentido em postagens anteriores, mas o assunto merece uma ênfase.

Talvez você esteja se perguntando: Por que motivo prático este estudo é importante?

Repondo: É importante para aumentarmos a proximidade entre jovens e pastores… para conversarmos como “seres humanos” que buscam servir a Deus.

Talvez você pense: E por acaso isto não acontece?

Respondo: Nem sempre, pois há momentos em que as pessoas deixam de reconhecer os seus pastores como seres humanos e tudo o que isto representa.

Seres humanos são passíveis de erro.

Há momentos em que se pode tentar justificar erros por parte dos pastores, erros que não deveriam ser justificados.

Há momentos em que se presume que o pastor tenha alguns atributos divinos como onisciência, por exemplo. Estes equívocos podem acarretar em graves problemas na vida da congregação.

A diferença se limita apenas ao ofício

As Sagradas Escrituras nos ensinam que todos os cristãos (e não só os pastores) são:

Ungidos (1Jo 2.27);

Espirituais (Gl 6.10);

Sacerdotes Reais (1Pe 2.5,9).

Na verdade, os ministros são homens agindo em nome de Deus para serviço do povo:

“Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus.” 2Co 4.5

Julgar os Espíritos

Por esta razão os cristãos têm o direito e dever de julgar o que o seu pastor prega e ensina com base na Palavra de Deus. Caso o pastor se recuse a pregar a Palavra de Deus, caso pregue e ensine algo contrário a ela ou caso viva de forma repreensível a congregação deve demiti-lo.

Lemos na dogmática:

“Dizem nossos dogmáticos que todo poder que têm na qualidade de ministros é-lhes transmitido ou delegado pela congregação, de modo que a sua jurisdição é limitada pelo chamado.
O poder do ministério compreende: a) o poder de pregar o Evangelho e administrar os sacramentos e b) o de remitir e reter pecados.” MUELLER, John Theodore. Dogmática Cristã. 4 ed. Concórdia: POA; ULBRA: Canoas, 2004. p. 538

Autoridade da Palavra

Evidente que isto não exclui o que escreveu o Apóstolo Paulo:

“Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros.” Hb 13.17

Desta forma o pastor sempre se esforçará para fazer a vontade de Deus, mas continuará agindo como ser humano pecador que é e ao mesmo tempo justificado pelo próprio Deus a quem presta contas:

“Porque de nada me argúi a consciência; contudo, nem por isso me dou por justificado, pois quem me julga é o Senhor” 1Co 4.4

Conclusão

Precisamos conversar como “seres humanos”.

Isto significa que a congregação precisa estar atenta para a Palavra de Deus para ter sempre certeza de que seu pastor está sendo fiel ao seu ministério.

Isto significa que a congregação precisa auxiliar o seu pastor nas limitações humanas que ele possui. A congregação precisa auxiliá-lo com informações, com idéias, com orações, com palavras de encorajamento, com perdão e com tudo aquilo que podemos auxiliar uma pessoa que se dispôs a atender um chamado de Deus para servir o povo santo e a missão de Deus.

PE


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