Publicado por: Pastor Elvis | 16 dezembro, 2008

ESTAMOS SEM PASTOR… E AGORA?

16/12 a 22/12/2008 – Post 08

 

“É necessário, portanto que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar” 1Tm 3.2

 

Olá queridos amigos e irmãos em Cristo,

 O seguinte post foi elaborado a partir do questionamento do Miguel (em citação livre):

 O que os membros podem ou não podem fazer sem um pastor? Principalmente no que diz respeito a sacramentos.

 Uma resposta curta é: “Tudo” o que caberia ao pastor fazer.

 

Ofício Sacerdotal é de Todos os Cristãos

 Exatamente, pois tudo o que o pastor faz ele o faz em função do chamado pastoral que recebeu da congregação. É a congregação que outorga ao pastor os direitos e deveres do ministério público, direitos e deveres que Deus deu para a Igreja.

 Agora vem uma outra pergunta… se a congregação pode fazer tudo (inclusive administrar os Sacramentos e Pregar) então por que chamar um novo pastor?

 A resposta é: Porque esta é a vontade de Deus. Embora Deus tenha dado o ofício das chaves para a Igreja ele deseja que as igrejas chamem pastores. Esta é a forma correta e que agrada a Deus.

 Isto significa que uma congregação enquanto está sem pastor pode e deve continuar se reunindo em culto a Deus. Entretanto não devem em função disto protelar o chamado pastoral, ainda mais sob argumentação de aumentarem o caixa da congregação para melhorar os investimentos. Deus nos ordena o ministério pastoral, entretanto não nos ordena termos um caixa reforçado para podermos adquirir um carro novo ou reformar a casa pastoral antes de chamarmos o pastor. Evidente que os investimentos são bons e alguns deles são inclusive importantes para que o trabalho seja feito de forma mais eficiente, entretanto precisamos estabelecer as prioridades.

 Dentro desta questão podemos entrar em outras que estão muito relacionadas como as ofertas e até o ministério feminino.

 

 As Ofertas

 As ofertas pelo fato de que são um fruto da fé e devem acontecer em resposta as bênçãos que a pessoa recebe de Deus. Portanto deixar de cumprir a vontade de Deus enviando um chamado pastoral para que o caixa da congregação seja reforçado não é algo correto. Antes, o chamado deve ser feito e os membros devem ser conscientizados e motivados a ofertarem em resposta ao amor de Deus por eles e também pelo fato de que o desejo de Deus é de que o trabalho seja mantido com ofertas.

 

 O Ministério Feminino

 O ministério feminino entra aqui sob uma abordagem interessante. Quando falamos que todos os cristãos receberam o Ofício Sacerdotal de todos os crentes é evidente que também nos referimos às mulheres. Então as mulheres também receberam de Deus o direito e dever de perdoarem pecados, administrar os sacramentos e anunciar a Palavra de Deus. Faltando o pastor os membros podem e devem pregar. Lutero refletindo sobre isto chegou a conclusão de que em caso de guerra não havendo mais homens aptos ao ministério as mulheres deveriam excepcionalmente serem chamadas ao ministério pastoral.

 Então vem a grande pergunta: Por que não temos pastoras em nossa Igreja? Por algumas razões não tão evidentes para a maioria das pessoas. Vejamos algumas:

 

  • O apóstolo Paulo diz: “Não admito que a mulher ensine” (1Tm 2.12). O verbo ensinar aqui é o verbo grego didásko, que se refere a ensino continuado próprio dos pastores.

 

  • Como visto acima temos um texto que nos fala sobre a proibição de mulheres ensinarem (ou pregarem) e, ao mesmo tempo, não temos nenhum texto que justifique a ordenação de mulheres ou que sequer nos sirva de exemplo (haviam profetizas [Ex 15.20; Jz 4.4; Jl 2.28; Lc 2.36], mas não sacerdotisas no AT e NT, o que nos faz concluir que não há nenhuma dificuldade em termos evangelistas mulheres). Os povos pagãos, estes sim, possuíam sacerdotisas já no mundo antigo (cf. Nm 2.7 na NTLH).

 

  • Durante toda a história do cristianismo não tivemos pastoras. Por que? Seria apenas uma questão cultural? Lembrem-se que desde o início do cristianismo muitas mulheres assumiram cargos de lideranças dentro da Igreja e eram pessoas muito importantes, mas nem por isto alguma foi chamada de pastora, sacerdotisa, mestre, bispa ou qualquer outro sinônimo.

 

  • O que se aplica em momentos de exceção é exceção, caso contrário não é exceção e sim procedimento normal. Vejam o seguinte exemplo, no Antigo Testamento: uma das situações mais terríveis para uma mulher era não ter filhos. Não haveria assim descendentes, não haveria quem cuidasse da mulher quando o marido faltasse, também não haveria quem cuidasse dos idosos quando a velhice chegasse e não haveria mais nenhuma esperança de que o Messias viesse da descendência daquela mulher. A situação se agravava quando o marido falecia ainda jovem sem deixar descendência (geralmente isto acontecia por causa das guerras). A alternativa para esta mulher seria casar-se novamente, entretanto, com isto, o patrimônio da família seria dilapidado pela inclusão de um estranho. Para este caso havia a lei do levirato onde dava para a mulher o direito de casar-se com o seu cunhado (ou parente mais próximo) e este (que não podia negar casar-se com ela sob pena de humilhação pública) gerava-lhe um filho que não era considerado seu, mas descendente do marido falecido (Dt 25.5-10). Esta situação era uma exceção onde este relacionamento podia e devia acontecer. Caso a relação acontecesse fora desta situação específica ela seria considerada pecado passível de morte por apedrejamento. Vejam que o mesmo ato era aceito ou não conforme a situação. Existem ainda outros exemplos na Bíblia, trouxe este porque se fala pouco dele.

 

 

Um grande abraço,

PE


Responses

  1. Olá pastor Elvis,
    amigos do reflete,

    Resolvi comentar algumas questões sobre o ministério feminino que é um tema polêmico, precisamos reconhecer, em todos os seus aspectos e reflexos. Deixo claro desde já que entendo e aceito, por hora, as determinações fortes do “luteranismo ielbiano” ao ministério feminino, mas sou à favor e entendo como algo que pode ser sustentado biblicamente.

    Em muitos estudos sobre o assunto dentro da nossa igreja, temos medo de apresentar o contraditório, a menos que tenhamos “boa” resposta. Desse jeito produzimos uma re-fôrma e não uma reforma constante…

    … mas quero colocar que muitas de nossas práticas e interpretações colocam em xeque o ministério exclusivamente masculino. Por exemplo, o caso que Paulo não proíbe as mulheres de profetizarem no culto público mas pede que usem o véu ao profetizarem (“anunciam a mensagem de Deus” – “1 Coríntios 11”). Temos aí algumas colocações e reflexões:

    1- mulheres anunciavam, usando o véu, a mensagem de Deus publicamente;

    2- Paulo usa o argumento da de Adão e Eva, da submissão entre ambos, para “reforçar” seu pedido; porém, nós abrandamos o argumento, praticamente o negamos, esquecemos, afirmamos que é questão de contexto, e permitimos que mulheres não usem o véu em leituras públicas, orações, cânticos. Das duas uma: ou devemos voltar a pedir que as mulheres usem o véu, ou o argumento de Adão e Eva é furado, por assim dizer, e passa a não ser um bom critério hermenêutico;

    O mesmo critério é esquecido também no texto de “1 Timóteo 2.9-14” onde o exemplo de Adão e Eva sustenta não apenas a proibição do ensino, mas da autoridade, sem contar uma possível proibição do uso de jóias, enfeites e penteados complicados. Elas ensinam, crianças, mas ensinam. Há quem argumente que crianças não são homens, portanto, crianças podem ser ensinadas por mulheres. Elas também exercem autoridade sobre homens, no exemplo “ielbiano” mais recente, a nossa presidente da JELB na gestão passada, Aline Gehm Koller. Isso contraria também o texto de “1 Coríntios 14.34” – mas parece que onde as coisas não interessam aos homens, não há tanto problema, ou já andamos lendo com um pouco mais de crítica histórica.

    Segundo o professor Donaldo Schüler, o exemplo de Adão e Eva também está subordinado a Cristo nas palavras de Paulo aos efésios: “sejam obedientes uns aos outros [ homens e mulheres ]” (Efésios 5.21)

    De uma forma ou de outra, o argumento de Adão e Eva, ficou mais fraco ou mais forte, dependendo da cultura: onde mulheres já cantam, oram e fazem a leitura pública (profetizam) sem véu, o argumento perdeu força; onde elas ainda não são pastoras, permanece forte. Isso prova uma inconsistência na hermenêutica ou prova que a cultura influencia a interpretação, ou seja, as interpretações não são dissociadas do contexto histórico particular da igreja – talvez por isso Lutero não tenha defendido o ministério feminino.

    … é interessante observar que houve, me parece, uma certa tendenciosidade na tradução da palavra “diakonon” e suas variantes pois em alguns casos, quando se refere à homens, fica traduzida como pregação, pregador, pastor, mas quando está relacionada à mulheres é traduzida como diaconisa ou serva. Como é o caso, em “Romanos 16”, de Febe, Priscila, e a irmão Júnia (que, juntamente com patrícios judeus de Paulo, é chamada de apóstolo bem conhecido – há quem diminua o termo “apóstolo” aqui para um simples mensageiro e quem diga que se refere somente aos “patrícios judeus”).

    Lembram-se do “grande Apolo”? Aquele sobre quem Paulo afirma que uns são de Paulo outros de Apolo (1 Coríntios 3.4)? Apolo não foi “pouca coisa” para ter gerado discussão entre cristãos que afirmavam ser dele e outros que afirmavam ser de Paulo. Esse grande cara foi instruído melhor nas escrituras por Priscila e Áquila, seu marido. Mas há quem afirme que Priscila não fazia nada, mas sim Áquila, e há quem diga que Priscila só tinha essa autoridade para ensinar por estar acompanhada de seu marido; e ainda quem diga que o ensino que ela ministrou não foi público, por isso pode. Todas afirmações que para mim soam tendenciosas. Mas essa é minha conclusão particular.

    Existem estudos que dizem também que as palavras gregas “diakonon gunaikon”, traduzidas como “esposa do diácono” foi traduzida assim erroneamente, pois a tradução mais direta seria “mulheres diáconos”.

    Estudos recentes em publicações do nosso seminário, a revista Vox Concordiana, argumentam também que Jesus chamou somente homens para o apostolado. Mas de todos esse me parece o argumento mais fraco pois Jesus chamou também somente judeus, o que nos levaria a lógica de uma exclusividade do ministério para judeus dentro desse argumento.

    Mas Paulo disse também que “desse modo não existe diferença entre judeus e não-judeus, entre escravos e pessoas livres, entre homens e mulheres: todos vocês são um só por estarem unidos com Cristo Jesus.” (Gálatas 3.28)

    Sei que escrevi bastante, e falta ainda espaço para desenvolver o assunto com mais profundidade, ou melhor, com a profundidade que ele merece. Minha intenção aqui, portanto, não é entrar em uma discussão longa e interminável, mas oferecer uma oportunidade de reflexão um pouco mais aberta, demonstrando que existe um outro lado, e existem argumentos consistentes para ambos: aqueles que defendem uma interpretação favorável ao ministério feminino, sem pecado e sem medo, e aqueles que defendem o ministério exclusivamente masculino, como nós fazemos na IELB até hoje.

    .abraços.
    .em Jesus.
    .el.

  2. Argumentos muito interessantes.

    Com certeza a questão é polêmica… e muito mais do que costumeiramente admitimos…
    Parabéns por demonstrar a falha no uso de exemplos como regra de procedimento. É um erro muito comum.

    Abraços,
    PE

  3. Oi Pastor,

    Quero colocar que a igreja de Confissão Luterana (considerada nossa igreja irmã) admite pastoras, e também diversas igrejas evangélicas. A questão “cultural” estaria mesmo apenas dentro da IELB e da igreja católica. Por que?

    Por que temos esta difuldade?

    As demais igrejas parecem incorporar ministério pasotal feminio com muito mais naturalidade.

  4. Olá Agnes,

    A questão cultural é realmente um grande desafio. E o grande desafio está em identificar onde é que a questão cultural interfere e influencia. Digo isto porque podemos estar sendo culturalmente machistas e impedir o ministério feminino ou podemos ser culturalmente defensores do ministério feminino (em função do período histórico em que vivemos) e buscarmos na Bíblia argumentações para defendermos a liberdade de gênero no ministério público. O Rahel, anteriormente, levantou a “lebre” quando questionou sobre o que define nossa hermenêutica.

    Ao meu ver precisamos ao máximo deixar a Bíblia falar, independentemente de nossos pressupostos culturais (algo que só o Espírito Santo pode nos conceder). Quando penso em minha vontade pessoal desejo admitir a possibilidade do ministério feminino. Aqui em Guarapuava consigo pensar em duas mulheres que logo fariam sua inscrição no pré-teológico. Quando olho para os textos bíblicos me convenço da falta de argumentos para defendermos o ministério feminino, embora admito que precisamos conversar mais sobre o assunto que não é tão claro como outras doutrinas.

    O exemplo das outras denominações também me chama a atenção… afinal, o que norteou a decisão das outras denominações foi primordialmente uma questão cultural (que influenciou a hermenêutica – a interpretação bíblica) ou foi uma reavaliação acertada sobre determinados textos bíblicos? Não podemos descartar nenhuma das possibilidades o que devemos é analisarmos os textos e deixarmos que eles nos falem.

    Ainda sobre a questão cultural é interessante o fato de que já no Antigo Testamento os povos pagãos possuíam sacerdotisas, ou seja, não haveria problemas culturais (a princípio) em Deus constituir sacerdotisas e pastoras para o povo de Deus. Há um motivo cultural que pode ser invocado neste caso, as sacerdotisas dos povos pagãos eram também “prostitutas cultuais” onde o dinheiro arrecadado era destinado como oferta no templo. Seria esta a razão por Deus não ter instituído mulheres como sacerdotisas do povo de Israel? Como podemos saber o que se passa na mente de Deus? Como disse o apóstolo Paulo… não podemos. Precisamos novamente nos voltarmos para a Bíblia e ficarmos com o que nos é revelado (seja permitindo ou não o ministério feminino).

    Um grande abraço,
    PE

  5. Bom dia pessoal, legal a reflexão!
    Li com muito interesse suas colocações Rahel, realmente são argumentos que merecem ser pensados.
    Mas para mim, o mais forte na questão do ministério feminino continua sendo o que Paulo disse: “Não permito que as mulheres ensinem”. E como bem lembrou o pastor Elvis, este “ensinem” não significa, conforme o termo grego utilizado ‘didaskalo’, um ensinar tipo dar escola dominical, ler uma mensagem para edificação da igreja mesmo num culto publico ou mesmo assumir a presidência de organizações auxiliares (senão até a presidente das servas deveria ser homem. rssssssssss… já pensou…). Mas o verbo didasko quer mesmo dizer o ensino pastoral, a responsabilidade pelo ensino e esta responsabilidade o apóstolo diz não admitir para as mulheres. Porque?? Na minha opinião unicamente por uma questão de ordem da criação e não por causa de capacidade e blá-blá-blá…
    Mesmo que esta posição não fique suficientemente clara ao estudante da Bíblia em língua portuguesa, fica muito clara ao estudante da Bíblia em grego.
    Acredito que mais do que cultura esta é a razão pela qual a IELB não permite o Ministério Feminino.
    Convém analizar qual é a postura destas igrejas que aprovam o MF em relação à Bíblia e julgar se elas podem ou devem ser exemplos para nós.
    Abraços a todos e uma abençoada época de Advento.

  6. Olá povo,

    O problema da idéia de sustentar o “didaskalo” na ordem da criação é que, como já comentei, Paulo usa esse mesmo argumento para coisas que decidimos não exigir, permitir, e passar por cima, como o uso do véu, por exemplo. Então temos claramente uma questão cultural influenciando nossa hermenêutica, pois de uma lado, proibimos o ministério para a mulher com base em um argumento que de outro lado ignoramos quando se trata do uso do véu.

    Se admitimos que no caso do véu estamos seguindo o que Paulo falou “julgai entre vós mesmos” (1 Coríntios 11.13), então, temos que admitir que Paulo não tinha como grande força de argumento a ordem da criação que ele evoca também em “1 Timóteo 2.13”.

    Também precisamos admitir que temos a cultura influenciando o mesmo texto de Timóteo no que tange à autoridade das mulheres sobre os homens. “Não permito que as mulheres ensinem OU tenham autoridade sobre homens” (1 Timóteo 2.12)

    Me parece que uma serva pode ter autoridade sobre outras servas, mas não deveriam ter sobre outros servos. Se continuarmos usando o texto para sustentar nossa posição de um ministério exclusivamente masculino.

    Mas mesmo Paulo não parece ter se importado tanto assim com isso ao chamar de companheiras no Evangelho algumas mulheres, como Priscila que ensinou melhor nas Escrituras (Atos 18.26) um servo eloqüente (Atos 18.24) do Senhor, que derrotava os judeus nas discussões (Atos 18.28), Apolo.

    Enfim… como disse, não quero entrar em uma discussão aqui, mas demonstrar que temos aberturas e diferentes pesos para o argumento da ordem da crianção hoje, suficientes para pensar em abrir mais a discussão para o ministério feminino sem medo de pecar… ou estamos pecando em outras interpretações e precisamos voltar atrás.

    Me parece que tem alguma coisa fora do lugar hoje: ou é o véu, ou é o ministério exclusivamente masculino.

    .abraços.
    em Jesus.
    .el.

  7. A pergunta mais reflexiva nesse sentido, e complementar que posso fazer, sem entrar com mais profundidade nas questões aqui colocadas é:

    – liberamos o véu, mesmo diante do argumento da ordem da criação; então, até que ponto não estamos proibindo o ministério feminino, por uma questão cultural, mesmo diante do argumento da ordem da criação?

    Dito isso, prometo me calar nesse assunto por aqui… abraços.

    .el.

  8. ola meu queridos
    Graca e Paz a igreja necessitada, estou me colocando ,a disposicao de um ministerio que queira realmente levar Deus a serio, que estao prescisando de um Pastor para conduzir o rebanho,e nao queirao brincar com Deus ,pois Ele nos amou verdadeiramente e entregou seu proprio filho para morrer por nos ,nao fique sem Pastor para os conduzir.
    pastordiogoaugusto@gmail.com


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