Publicado por: Pastor Elvis | 17 março, 2009

A ÉTICA DO AMOR

17/03 a 23/03/2009 – post 09

 

Estimados amigos do RefleteJELB,

                             

As férias se prolongaram por mais tempo que deveriam… na verdade, não foram só férias, já que alguma coisa sempre vem sendo produzida… aqui, ou ali. 

Estava tirando o pó de alguns livros sobre ética e decidi ler novamente o livro SABER CUIDAR, de Leonardo Boff. Quero convidar vocês a refletirmos sobre algo que vai além de nossa relação jovem X pastor (“versos”… no bom sentido… hehehe)… algo que nos convida a agir por motivos semelhantes (e correlacionados) ao Ofício Sacerdotal de Todos os Crentes… quero convidá-los a pensar sobre nossas decisões éticas para a sobrevivência de nosso planeta.

Segundo Maria Nazaré Lins Barbosa, professora de ética na Fundação Getúlio Vargas, “a ética refere-se especificamente ao comportamento humano que, quando livre, pode ser qualificado como bom ou mau. Ética diz respeito a pensar e agir bem”.

Sendo assim, a ética pressupõe a liberdade. Os conceitos de bom e mau são definidos interiormente pela consciência e exteriormente pelas leis, formação e cultura (cada um use os termos que julgar apropriado).

Lutero, no tratado DA LIBERDADE CRISTÃ, nos mostra que tudo de bom em nossa vida nós recebemos de Deus – é graça, inclusive nossa liberdade. O ser humano, segundo Lutero, é livre à medida que recebe a fé, mediante a qual é justificado por Deus através da obra redentora de Jesus. Esta liberdade espiritual, recebida de Deus, nos dá condições de exercermos a liberdade material (em relação ao próximo) exercendo as boas obras (como fruto da fé).

Os conceitos de bom e mau são internos, no que diz respeito a nossa vaga compreensão inata da lei de Deus (o pouco que sobrou dela depois da queda) e externos, no caso, revelados pelo próprio Deus em sua Palavra (mais especificamente a lei revelada de Deus).

Como usamos nossa liberdade terrena? A resposta é: servindo a Deus em favor do próximo.

O Dr. Leonardo Boff faz uma séria constatação a respeito da situação de muitos próximos… ele diz:

“Há um descuido e um descaso imenso pela sorte dos desempregados e aposentados, sobretudo dos milhões e milhões de excluídos do processo de produção, tidos como descartáveis e zeros econômicos. Esses nem sequer ingressam no exército de reserva do capital. Perderam o privilégio de serem explorados a preço de um salário mínimo e de alguma seguridade social” (SABER CUIDAR, 6ª ed; p.18)

Qual é nossa responsabilidade diante do que vem acontecendo com as pessoas em nosso planeta?

Qual é nosso interesse em preservar o próprio planeta da destruição humana?

É função da Igreja se preocupar com questões humanitárias?

O que podemos fazer como jovens e pastores neste trabalho?

 

Nos falamos,

PE


Responses

  1. Grande, GRAAAANDE reflexão, pastor Elvis.

    Bons questionamentos também.
    Complexos…

    … quando enfrento esse dilema ou quando meus amigos e colegas, especialmente, irmãos na fé, colocam essas questões diante de mim eu tenho lembrado do cativeiro babilônico:

    “Trabalhem para o bem da cidade para onde eu os mandei como prisioneiros.” (Jeremias 29.7)

    Temos uma diretriz bem clara nesse texto e ao mesmo tempo uma “estratégia” divina, pois trabalhar para o bem da cidade contrapõe a mentalidade daqueles que especulam em detrimento da cidade, ganhando mais quando a cidade perde mais. Contrapõe a postura daqueles que pensam apenas em se dar bem, agarrados nas “tetas” do governo, das empresas, do bairro, enfim, de cada setor que compõe a cidade.

    Ou seja, nossa responsabilidade é para com toda a criação, agindo para o bem da cidade em todos os aspectos: seja distribuindo mais riquezas (aquelas que chamamos de “nossas”), seja distribuindo poder (acesso), saúde (cuidado médico), atenção.

    O que podemos fazer?
    É uma pergunta curta que tem uma resposta longa… depende apenas da nossa criatividade e recursos humanos e materiais disponíveis em cada lugar.

    Lembro ainda, por fim, o complemento versículo:
    “Trabalhem para o bem da cidade para onde eu os mandei como prisioneiros. (…)pois, se ela estiver bem, vocês também estarão.” (Jeremias 29.7)

    Trabalhar pelo bem da cidade é trabalhar também pelo nosso bem.

  2. Muito bom pastor… abraços em Cristo.

  3. Grande Rahel,

    Muito bom o texto escolhido.
    Segue o porquê no próximo post.

    Abraços,
    PE

  4. Obrigado Calvin.

    Abraços,
    PE


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: