Publicado por: Miguel Dolny | 23 março, 2009

O tempo cicatriza, mas não cura

Versículo-tema: “(Há) tempo de rasgar e tempo de remendar; tempo de ficar calado e tempo de falar.” (Eclesiastes 3.7 – NTLH).

 

Os bons atletas passam por situações difíceis no decorrer de sua carreira; o esforço físico é saudável mas, em excesso, pode causar lesões. Existem pessoas que se orgulham de suas cicatrizes, porque “viveram intensamente” e têm muitas histórias para contar. Cada um de nós, quando crianças, provavelmente deve ter caído de bicicleta e ralado o joelho; nessa situação, como é que o sangue parou de escorrer pela nossa perna? Certamente a mamãe fez um curativo e hoje nos resta somente uma marca, uma cicatriz. Segundo o dicionário Michaelis, o significado da palavra ‘cicatriz’ é: “marca deixada por ferida ou lesão, depois de curadas”.

O versículo-tema para Conjugarmos hoje, fala sobre o tempo. O tempo é uma criação de Deus, como vemos em Gênesis 1.3-5. Muito já se foi estudado sobre o tempo, muitas músicas compostas, muitos textos escritos; frases como “tempo é dinheiro” fazem parte de nosso cotidiano. Em outros aspectos, como nossa vida social, também falamos de tempo: “vamos dar um tempo” é algo temido pelos apaixonados; “tudo a seu tempo” é ensinamento de pais para filhos; mas vamos dar mais atenção a outra expressão, também muito usada, que é “existem coisas que só o tempo pode curar”.

Jesus nos ensinou que, em nosso relacionamento com parentes, amigos, vizinhos, marido/esposa ou namorado/a, devemos ser extremamente cuidadosos, pois disse: “Ame os outros como você ama a você mesmo”(Mt 22.39). Muitas vezes vacilamos e nos deixamos levar por nossa natureza humana, fazendo o mal ao nosso próximo e assim pecando contra Deus. Esse mal que fazemos, machuca; abre feridas invisíveis, no coração. Movidos pelo Espírito Santo, nos arrependemos e pedimos perdão. Mas pode ser que esse mal tenha sido algo de que nos envergonhamos tanto, que não temos coragem de pedir perdão, e acabamos caindo no erro de dizer que “existem coisas que só o tempo pode curar”.

Como o título do estudo diz, o tempo cicatriza, mas não cura. Se deixássemos nosso joelho ralado sem medicamento ou proteção, esperando que com o tempo melhorasse, ele poderia ter piorado, causando feridas ainda maiores e mais difíces de curar. Assim também é com os machucados que causamos quando não amamos o nosso irmão; é preciso curar, para só então esperar que o tempo cicatrize. Como fazemos para curar? Na verdade não temos esse poder, pois somos como um filho esperando os cuidados da mãe; podemos sim, pedir perdão a quem ofendemos e nos colocar diante de Deus em oração, para que Ele nos cure e restabeleça o amor. Então, com o tempo, pela ação do Espírito, a ferida será curada e desta vez não restarão cicatrizes, pois estamos nas mãos do Médico dos médicos!


Responses

  1. Falando em tempo para tudo, cicatriz e machucados, me ocorreu o seguinte – que também pode ser um tema a ser abordado aqui:

    Vivemos tempos de sofrimento e perseguição, como Jesus mesmo lembra em “Lucas 21”. Vivemos no tempo do “princípio das dores” com o amor se esfriando, guerras, fome, doenças…

    … essa coisa do amor se esfriando é algo forte e perturbador, mas me ocorrem dois exemplos bem concretos sobre isso:

    1. no lado “não cristão”, o esfriamento do amor tem causado o orgulho e a idolatria de pessoas que se agarram em suas próprias obras. As pessoas se agarram de tal forma às suas obras que vivem a filosofia do “eu não me arrependo”. Vivem com o orgulho de seus erros, pois é errando que se aprende – dizem.

    2. no lado “cristão”, o esfriamento do amor tem causado a mesma coisa mas com reflexos um pouco diferentes. Alguns vivem as mesmas filosofias que acabei de falar. Outros, porém, se separam do mundo e ao invés de serem perseguidos e maltratados como previu Jesus, passam a ser os perseguidores, ou seja, qualificam com orgulho o mundo de “pecadores” enquanto se sentem na qualidade de “não pecadores”.

    No mundo em que “TER” é o grande parâmetro, nós cristãos, temos a tendência de nos sentirmos donos de Deus e apresentar diante dele as nossas obras, com orgulho: veja, Senhor, eu tenho me esforçado, não sou como esses ateus, idólatras, pedófilos, ladrões e mentirosos.

    Isso é inverter a lógica da graça em que somos salvos por Deus para nos apresentar diante dele como melhores do que “eles” – os pecadores. Esse é um dos piores pecados incrustado no nosso coração: a idolatria. Pois nos agarramos às nossas obras e deixamos de ser pecadores como “eles”.

    Realmente, precisamos muito do médico dos médicos.

  2. Muito legal o post!! muito propício rpá mim no momento… hehehehe

  3. Muito legal o post… Mas temos que ficar atentos e aceitarmos de todo o coraçao a ajuda desse “médico dos médicos”, e além de orar pelo arrependimento nosso ou do próximo, que oremos para que Deus toque o coraçao daqueles a quem ferimos…
    Fiquem com Deus

  4. Parabéns Miguel! muito boa sua colocação… continue assim e que nosso Senhor abençoe cada vez mais suas palavras!!! Rahel gostei do que você escreveu, muito bom também! que nosso Medico, Amigo, Companheiro e Salvador continue a nos cuidar por tuda nossa vida!

  5. […] É tempo de sorrir, é tempo de restaurar relações, inclusive já foi falado sobre isso em outro post. Ainda é tempo de ser feliz! AINDA É TEMPO DE SER […]


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