Publicado por: jerritomm | 12 agosto, 2009

Teoria do design inteligente

Olá pessoal,

Algum tempo atrás eu recebi um informativo da IELB e lá tinha a propaganda do II Simpósio Internacional Darwinismo Hoje da Universidade Mackenzie com link para duas palestras de Dr. Marcos Eberlin sobre “Design Inteligente”. Fiquei curioso por já ter ouvido falar sobre, porém muito superficialmente. Lá encontrei dois vídeos com duas palestras desse Dr. Marcos sobre o tema e fiquei muito impressionado, pois não conhecia nenhuma “teoria científica” séria e bem elabora que fosse uma alternativa à Teoria da Evolução.

Fiquei bem empolgado com esta teoria e tentei postar nas comunidades luteranas do Orkut, mas não sei por que não tive êxito. Então, vou aproveitar este espaço para postar estes dois links das palestras e falar um pouco sobre o assunto.

Bom, estes são os links

Dr. Marcos Eberlin – “Design Inteligente”

http://200.19.92.31/darwin/WMV/Dr_Marcos_Eberlin_I.wmv

Dr. Marcos Eberlin – “Fomos Planejados – A maior descoberta de todos os tempos”

http://200.19.92.31/darwin/WMV/Dr_Marcos_Eberlin_II.wmv

Então o que seria a teria do Design Inteligente?

É uma proposta científica que defende que tudo o que existe desde as partículas mais elementares até a totalidade do universo dão indícios de que ALGO os tenha planejado, arquitetado, projetado. Questiona diretamente a teoria darwinista, que afirma que as coisas vieram a ser o que são por sucessivos acidentes e que esses acidentes que trouxeram benefícios aos seres e coisas foram selecionados naturalmente por trazer vantagens sobre os que não possuíam.

A teoria do Design Inteligente questiona isso porque tudo o que existe é tão intrincadamente organizado que mesmo em bilhões de anos não seria possível que acidentes sucessivos tenham gerado tal resultado. São citados pelo Dr. Marcos Eberlin, o flagelo (apêndices de células como o espermatozóide usados para o movimento) e a membrana celular como estruturas que mesmo sendo tão pequenas são tão complexas que seria impossível terem surgido por acidente.

Nesses dois vídeos, o mundo científico é criticado por ter tornado a teoria da evolução como a única aceitável, tornando-a um dogma, esquecendo que esta teoria é apenas uma teoria e não uma verdade comprovada. Além disso, não há espaço para dogmas na ciência e sim análise e comprovação.

Por fim, a Teoria do Design Inteligente não quer se colocar como uma teoria religiosa com o objetivo de provar a existência de Deus, mas mostrar que toda a nossa realidade foi criada por uma inteligência superior. Contudo, a identidade dessa inteligência foge ao alcance da ciência natural, cabendo a teologia e metafísica discutir isso.

Bom, sugiro que assistam os dois vídeos, são um pouco longos, por isso seria bom destinar aquele momento em que vocês assistiriam a um filme na TV ou DVD para verem. Vale a pena.

Outras informações, o Google pode lhes oferecer, heheheh

Deus cuide de todos. Amém


Responses

  1. Oi Jerri, já havia assistido os vídeos quando vc enviou por e-mail e achei fantástico. Inclusive passei para meu marido, que é capelão da ULBRA, passar nas aulas de ensino religioso e ética. Assunto ótimo pra dar “pano pra manga”. Até mais.

  2. Oi Dani,
    Pois é, da pano pra um enxoval inteiro, hehehhe
    São idéias bem interessantes, apesar dos cientistas darwinianos já estarem bastante armados contra as idéias defendidas pela TDI, é bom saber que existem outras ideias em circulação.
    Mas mais importante do que termos alternativas científicas, devemos estar firmes na nossa fé, pq se não tivessemos alternativas ou se diante da ciência o evolucionismo se tornasse uma verdade, ainda assim não poderíamos deixar enfraquecer a nossa fé.
    A verdade divina é maior do que qualquer verdade humana.
    Eu posso viver sem o evolucionisno, mas não posso viver sem Cristo. Pra mim, isso é o que importa.
    Até mais!!!

  3. Caros Irmãos em Cristo,

    Assisti o vídeo e isso colaborou para um pensamento que já tinha. O Design Inteligente não é uma teoria, é uma anti-teoria. Não é possível nenhum conhecimento científico sem a premissa de que a causa do fenômeno está na natureza, isto é, ao alcance de nosso intelecto.

    Não é à toa que ela foi criada e é defendida por pessoas que não são biólogos de ofício. Um biólogo sério compreende que o Design Inteligente põe em risco os alicerces mais seguros de sua ciência, sem criar nenhuma base para uma nova apreensão dos fenômenos biólogicos. (Essa é a razão pela qual a teoria é dita obscurantista.)

    Sugiro aos Irmãos que tomem cuidado com esse tipo de teoria. Tenham fé suficiente para aceitarem a Biologia que não nos convém e se concentrem nos ensinamentos de Jesus. A Ciência só nos afasta Dele quando a procuramos no lugar errado – na Bíblia. O cristão deve entender que as Escrituras já cumprem seu papel nos ensinando a viver (que mais podemos esperar dela?). Sabendo que cada conhecimento tem seu lugar, a Ciência e a Fé Cristã só se tornam incompatíveis nas cabeças de cientistas medíocres como Richard Dawkins.

    Para quem assistiu o vídeo:

    O extra-terrestre não acreditaria que O Pensador é uma estátua criada por um ser inteligente porque é complexa. Acreditaria nisso depois de verificar que nenhum processo natural poderia ter criado algo do gênero. É assim que a Arqueologia distingue as rochas afiadas usadas pelo homem primitivo para a caça das estalactites.

    Um abraço.

  4. Olá Fabio,
    Como leigo que sou no assunto e biologia nunca foi o meu forte, não poderia te responder aos seus argumentos, ou aos dos que rejeitam as afirmações do Design Inteligente.
    Mas mesmo assim, sei que o que move da defesa do Design Inteligente é a crença cristã no Criador (Designer), tenho isso bem claro pra mim. Mas sou sincero em dizer, que quando olho para a complexidade da realidade, não consigo conceber que tudo isso seja ação do acaso, de acidentes, de seleção natural, por mais aparentemente lógicas que pareçam suas afirmações.
    Se os argumentos do Design Inteligente são facilmente contestados, prefiro defender a impossibilidade do acaso de gerar tamanha complexidade que é a realidade, e se esse argumento for refutado, então vou tomar uma posição mais aparentemente fundamentalista e vou defender o Gênesis. Porque eu creio num Deus todo poderoso, que criou o mundo perfeito, e nós o tornamos imperfeito de tal forma que Cristo teve que vir ao mundo para concertar as coisas. E dentro dessa visão, não há espaço para a evolução de Darvin.
    Enfim, por enquanto vou continuar adepto a teoria científica da ratoeira, heheh.

    Abraço Fábio, e desculpa se em algum momento da minha fala eu tenha sido um mais agudo.

  5. Caro Jerri,

    Não precisa se desculpar por ter dito algo de maneira aguda. Nem sempre a sinceridade admite diplomacia e nem a quero, o que importa é que comungamos da mesma Fé e fazemos o mesmo esforço para compreendê-la e vivê-la. Eu não posso discordar completamente de você. Acho que todo cristão deve crer em alguma forma de criacionismo. Afinal, Deus criou o mundo. Mas essa crença não pode se tornar uma recusa do conhecimento científico. Nós estamos numa situação confortável nesta discussão em particular: não somos biólogos e, por isso, podemos abraçar o criacionismo sem grandes problemas. Mas também somos testemunhas para muitos irmãos que escolheram a Biologia como profissão. Eles sentem de maneira muito mais forte a recusa da IELB e do cristianismo no geral em se conciliar com a Ciência. Esses irmãos, junto de tantos outros que lidam com a ciências “herejes”, como a Psicologia, são obrigados a crer numa coisa durante a semana e noutra nos fins de semana. Temos que trabalhar melhor isso, sem nos refugiar em teorias excêntricas – no sentido de fora do centro da discussão.

    Creio que seja pretensão de minha parte, mas, na falta de discussões sobre isso, pensei numa espécie de “solulção de compromisso”. Acho que Deus fez questão de criar uma ordem física e natural que não necessitasse de sua intervenção contínua, para que nós pudéssemos entender a origem dos fenômenos que ocorrem na Terra e no Espaço. Ninguém pode explicar um milagre, está fora do alcance humano; assim, quanto mais se cria do nada, menos podemos entender a Obra de Deus – acredito que ele queira que a conheçamos. Por isso, Ele agiu apenas naqueles lapsos de tempo estritamente necessários, que Ciência nenhuma atinge, como na primeira fração de segundo do Big-Bang em que os físicos admitem que nenhuma teoria criada pelo homem tem ou poderá vir a ter validade – uma vez que não há vestígios do que aconteceu. Ele também esperou que uma espécie se sobressaísse naturalmente sobre todas as outras para dotá-la de pensamento metafísico, um tipo de raciocínio que não pode ser explicado em termos de sobrevivência das espécies e que tornou possível ao homem conhecer a Deus.

    Infelizmente, não tenho nenhuma base bíblica para acreditar nisso. Os escribas que compilaram o que Moisés disse escreveram que o mundo foi criado em sete dias por ação direta de Deus. Moisés revelou assim um Deus Todo-Poderoso. Nós temos um justificado medo de um Deus que deixa as coisas acontecerem ao acaso. Mas já não acontecem? Não creio que tudo ocorra por uma causa, seja científica ou divina. Isso envolveria um mundo numa mística intolerável de milagres e cientificismos. Agora, sobre o caso específico de mutação ao acaso, coisa que o próprio Darwin custou a acreditar, li sobre homens que têm uma característica estranha: pêlos nos ouvidos. Muitos têm orelhas peludas, mas isso é diferente. Isso é fruto de uma mutação genética no gene masculino (Y). Todo filho de pai que tenha isso tem também. Em algum ponto no passado um homem simplesmente nasceu assim. Se o gene é uma coisa tão perfeita e misteriosa e, por isso, obra divina, como isso pôde acontecer? (E olha que nem citei as deficiências mentais.) Essas e outras tantas coisas já descobertas nas Ciências Naturais me fazem acreditar que o acaso existe sim. E num ambiente agreste, numa era do gelo, algumas vezes vem bem a calhar ser suficientemente diferente para sobreviver. Na maioria das vezes não.

    Ademais, há algo muito interessante sobre Darwin. Ele acreditava que havia certa beleza na teoria que tantos reputam horrível. Concordo com ele e acho que o evolucionismo não nega o lugar de Deus e nem seu poder. Na verdade o torna mais inteligente, mais perfeccionista e menos autoritário. O torna um Deus que nos convida a desvendar os mistérios do mundo viajando por uma eterna relação de causas e consequências que se processam sob um pequeno grupo de processos elementares que só Ele pode conhecer.

    Um grande abraço.

    PS.: Parabéns pelo blog. Ele é excelente.

  6. Olá Fábio
    Que bom que possamos ter uma conversa franca sobre esse assunto.
    Sei que essa é uma discussão que vai longe, que dificilmente se chegará a termo de consenso entre nós, mas enquanto tivermos motivados a conversar, acredito que possa ser bastante importante para esse blog, que tem como objetivo também a discussão de ideias.
    Gostaria de falar sobre três coisas:
    1- A partir da lógica do Cristianismo, não é possível que a criação tenha ocorrido através da evolução;
    2- A ciência não estabelece verdades definitivas, mas possíveis de revisão e superação;
    3- A mente humana é limitada, então será possível que nossa realidade seja aquilo que vemos e conseguimos conceber através de nossa mente e razão.

    Com relação ao ponto um(teológico), dentro da dinâmica da naração bíblica e da relação entre a obra de Cristo e a criação, não seria possível que o homem tivesse vindo a existir a partir de um processo evolutivo, já que concebe que Jesus salvou um ser que caiu de seu estado de perfeição para o pecado. Apesar do gênesis ser tão contestado, como apenas a expessão de mitos, a vinda de Cristo nos exige aceitar que ela realmente tenha acontecido da forma que foi. E quando termina o relato da criação, em todos os dias, do primeiro ao último, Deus diz que tudo era bom, e esse bom de Deus é absoluto, não em evolução. E é essa criação, que depois cai, que é redimida por Cristo.

    Com relação ao ponto dois, a ciência, essa sim está em constante evolução, conceitos novos sobrepõe antigos, métodos novos revelam novas verdades. Por isso, como poderemos abraçar uma teoria (que não é uma verdade científica) se é bem possível que daqui uns anos venhamos a nos deparar com uma outra teoria tão lógica e possível como a da evolução.

    O ponto três reenfatiza o dois, pois como podemos realmente crer que nossa realidade seja totalmente perceptível aos nossos sentidos e capacidade de avaliação. Será que a nossa realidade é tudo o que vemos? Que cremos em Deus, nos anjos e demônios, já começamos com uma negativa a essa resposta. Eu acredito que não somos capazes de a partir da nossa realidade, dos nossos sentidos e do poder na nossa razão compreender e estabelecer verdades definitivas. Até porque, já sabemos que só usamos em torno de dez porcento de nosso cérebro. Isso pra mim já é um indicativo de que é muita pretenção nossa achar que nosso cérebro compreender a nossa realidade.

    Pra finalizar, não sou contrário a ciência, porque ela é a expressão de um dom que Deus nos deu, que é a inteligência, é através dela que curamos doença, desenvolvemos técnologias muito úteis, mas com a queda do homem em pecado, esse dom perdou 90% de suas possibilidades.

    Por isso, Fábio, ainda prefiro ficar com meu gênesis criacionista, porque ele é a palavra de Deus e como Paulo diz a Timóteo: “Pois todo a escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade …” (2Tm 3.16).

    Bom, é isso Fábio!

    Um abraço.

  7. Caro Jerri,

    As discussões que não chegam a consenso também podem ser produtivas, desde que possa proporcionar aos debatedores um ajuste de termos, isso é, a possibilidade de criar uma argumentação que melhor se adapte à argumentação contrária. Fiquei um pouco decepcionado por você não entrar no mérito da discussão sobre se é correto, no nosso testemunho, tornar o criacionismo um dogma de aceitação obrigatória, visto que tantos irmãos levam “vidas duplas”, forçados como são a escolher entre pólos que não se conciliam – Fé e Ciência. Aqui não vou me repetir ou mudar o que comentei, farei apenas algumas observações sobre sua resposta. Desculpe o tamanho do texto: minha capacidade de síntese não é das melhores.

    A primeira coisa, que talvez haja dúvida, é que o Neandertal não é considerado um ser da nossa espécie. O ser humano, o homo sapiens, é o único ser de que a Bíblia trata e este não sofreu mudanças significativas – do contrário se teria tornado outra espécie. Há estudos que indicam que alguns músculos de nossas pernas deixaram de se desenvolver na medida em que nós aprimoramos nossas técnicas de caça e desenvolvemos a criação de gado e a agricultura; há autores que encontraram a origem da obesidade mórbida num gene “obsoleto” cuja função era aumentar nosso apetite antes de períodos de estiagem que não mais existem; mas, fora detalhes do gênero, o primeiro homem foi parecido conosco.

    Agora, vamos ao que interessa. Na minha opinião, o Gênesis não pode ser considerado uma verdade científica por motivos que vão além da Evolução. O livro já foi Ciência e, como tal, se parece com a cosmogonia da Grécia antiga. Os primeiros físicos gregos acreditavam que todas as coisas vieram de três elementos primordiais: água, terra e fogo; o que torna verossímil as idéias de que o homem foi criado da terra e de que o céu e a água são frutos da mesma substância. A forma como o Gênesis se deu, portanto, está profundamente atrelada à ultrapassada ciência pré-atômica e não pode ser dissociado dela, o que não altera sua verdade fundamental – Deus criou o mundo e, depois, o homem à sua imagem e semelhança.

    No entanto, há muitos problemas quando perdemos isso de vista. Uma das primeiras dificuldades que me vem à mente é uma questão de datas. No Antigo Testamento consta o tempo que cada descendente de Adão viveu; a partir disso, a crianção do Universo data de 6000 AC. Foram encontrados fósseis de seres humanos de 300.000 anos de idade; a Geologia trata diversos tipos de rocha, incluindo a areia, e o petróleo na base de milhões de anos; a Astronomia, na base de bilhões. Esse horizonte de tempo era inimaginável na época de Moisés e de seus escribas. Repare agora a amplitude das consequências: aceitar a criação tal como a Bíblia diz é negar não apenas teorias problemáticas, mas todo o edifício teórico da Ciência, fazendo-nos voltar aos conceitos da Antiguidade que a dotavam de sentido.

    Ademais, penso que você está partindo de um conceito impreciso de perfeição. Na sua resposta, algo perfeito não é simplesmente algo acabado, significado original da palavra, é também algo imutável, estático. A única coisa imutável da Natureza são as leis sob as quais seu dinamismo se estabelece e que as ciências têm como objetivo descobrir. Se acredita que a gravidade, a radiação, o magnetismo e a competitividade dos animais sempre existiram. Se qualquer força deixa de funcionar em determinada circunstância é porque outra determina isso. Não há imperfeição nenhuma aqui, há um movimento de constante recriação sob parâmetros que sempre estiveram em vigor e que por isso são acabados, perfeitos.

    Um exemplo desse movimento nos é fornecido pela Agronomia. O estudo da Entomologia e sua aplicação no controle de pragas é muito prejudicado por duas coisas: a quantidade crescente de insetos que “aparecem”, para não dizer evoluem, e a crescente dificuldade de matá-los. A indústria de agrotóxicos vive mudando a fórmula de seus pesticidas porque as fórmulas originais deixam de produzir efeitos. Uma natureza absoluta, estática, não permitiria isso.

    Quanto aos outros dois pontos, você exagera quando diz que a ciência está constantemente sobrepondo conceitos novos à antigos. Isso é bem verdade quanto às Ciências Humanas. A História, um exemplo surpreendente, vive numa discussão de opostos sobre a Revolução Industrial: uns dizem que ela foi horrível e deixou milhões na miséria, outros dizem que foi algo maravilhoso, que salvou a população da fome. Ficamos à mercê de interpretações criativas. O mesmo não acontece com as Ciências Naturais, depois que a experimentação começou a fundamentá-las. Pareceu que sim quando a teoria da relatividade foi formulada, mas isso se deve mais a uma confusão entre relatividade e relativismo do que qualquer outra coisa. Einstein se baseou em Newton, da mesma forma que Newton se baseou em Kepler e assim por diante. As grandes novidades da Ciência não são fruto de sobreposições, mas de desenvolvimento de teorias antigas. Mesmo quando refutam hipóteses o fazem a partir de métodos consagrados, esses, por sua vez, definidos de acordo com critérios de verdade também consagrados. Por isso que não há meio de se produzir uma teoria totalmente diferente da evolução.

    Isso não impede que, junto a ela, haja outra teoria. Seu nome é catastrofismo. Segundo ela, a principal razão para a extinção de algumas espécies e o surgimento de outras não é uma tendência endógena ao comportamento animal; é, ao invés disso, uma série de catástrofes naturais que alteraram o meio ambiente. É parecida com a evolução, não? Na verdade, é até pior: revela um Deus indeciso e impiedoso. Melhor separar Fé e Ciência, não acha?

    Sobre nosso cérebro, você esquece duas coisas. Primeiro, nossa inteligência é potencializada pela escrita. Através dela, somos capazes de continuar pesquisas feitas pelas gerações anteriores. Nosso conhecimento se apóia nos “ombros de gigantes”, como Newton diz. A segunda é que o tamanho e o uso do cérebro não querem dizer nada. Einstein tinha um cérebro menor do que a média, usava 10% dele como todo mundo, tinha o QI de Quentin Tarantino e era ateu. Ter 100% do cérebro ativo não nos faria mais inteligentes; poderia, no máximo, ativar percepções que não temos.

    Bom, por enquanto é isso. Posso vir a repensar alguma coisa, mas por hora não me vem nada à mente.

    Um abraço.

  8. Caro Fábio

    Quando escrevi esse texto e sugeri os dois vídeos não achei que iria me deparar com uma discussão que iria muito além da minha capacidade de resposta. Nunca estudei isso com muita profundidade, li apenas alguns textos curtos de autores criacionistas que estavam mais preocupados em refutar pontos da teoria de Darwin para que o relato criacionista pudesse ser aceito da forma tal qual está na bíblia.

    Senti-me pequeno depois de ler o seu texto e fiquei bastante preocupado. A minha formação sempre se baseou numa posição estática com relação ao relato bíblico de Gênesis. Os pastores e professores que influenciaram a minha posição sempre foram ortodoxa nesse sentido.

    E pra mim, diante da minha experiência e formação religiosa, dos relatos bíblicos que tratam do alcance da sabedoria humana e da ação de Deus, a teoria da evolução nunca foi algo que me preocupei em me ater com profundidade.

    Sei que pra quem é cientista cristão e que trabalha nessa deve ser bastante complicado, todos os estudos feitos já partem do pressuposto evolucionário. Todas as evidências são analisadas dentro da perspectiva de Darwin, o que exclui qualquer outra hipótese.

    Descupa Fábio, por não poder ir mais além do que isto, não sou conhecedor suficiente pra responder aos exemplos que você deu, mas enquanto cristão, me apego no relato bíblico tal qual está registrado, porque pra mim eles só fazem sentido desta forma.

    Mesmo que hipóteses e teorias sejam formuladas com profundidade pelos cientistas, ainda me faz mais sentido crer na complexidade profunda de Deus, capaz de nos amar de uma forma totalmente ilógica e irracional.

    Enfim Fábio, mesmo que minha posição seja Dogmática e fundamentalista, não baseado na ciência como está aí, não me sinto convencido a mudar essa ideia.

    A ciência se baseia no perceptível, a fé no que não se pode ver, mesmo parecendo loucura prefiro descrer na ciência e crer no objeto da minha fé tal qual estão lá.

    Descupe-me por não poder te responder melhor Fábio

    Abraço

  9. Olá! Posso me intrometer?! hehe..

    Bom, quem sabe o Fábio poderia compartilhar mais conosco.. como você lida com essa relação fé X ciência?

    Acho difícil, por exemplo, testemunhar a minha fé em um meio universitário, já que várias são as contestações, normalmente baseadas em uma “fé na ciência”.. devemos falar a língua deles?! Tentar explicar a fé com termos científicos? Será que isso é possível?

    Outra questão: Será que PRECISAMOS disso? “Falar de Deus na língua da ciência”? O que percebi nas poucas oportunidades que aproveitei para falar de minha fé foi que mesmo os mais bem embasados cientificamente têm seus momentos de fraqueza.. dúvidas, falta de esperança, de vida.. quem sabe falando à nossa maneira, reconhecendo que não somos capazes de explicar tudo, podemos dar um belo testemunho de fé..

    Bom.. gostaria que vocês fossem respondendo e conversando.. estou gostando dos comentários! hehe..

    Abraços!

  10. Caro Jerri,

    Fico impressionado com sua humildade. Não apenas porque demonstra uma confiança que talvez eu não mereça, como atesta sua preocupação, mas porque acho que você foi muito bem sucedido na defesa de seus argumentos. Espero não ter feito papel de “advogado do diabo”. Se sua fé é mais forte e faz mais sentido com o criacionismo, não posso repreendê-lo. Justo eu, que tantas vezes me excedo nos meus questionamentos.

    Um abraço.

    Caro Miguel,

    Ciência é Razão aplicada. Rejeitá-la de maneira tão radical é declarar inútil o dom que nos difere dos animais e nos aproxima de Deus. Não acredito que Ele nos obriga a isso; acredito que a Fé se circunscreva ao inexplicável, ao metafísico e à quebra da ordem natural que eventos fundamentais como a vinda de Cristo implicam. Ela não deve fechar nossos olhos para o mundo, mas abri-los para o Céu. Por isso, considero a polarização entre Ciência e Fé absurda.

    Em minha opinião, devemos promover a discussão sobre essa relação e procurar consenso. Não há maneira de chegar a ele sem a mediação da Razão e, portanto, de alguma espécie de Ciência. Foi assim que pe. Agostinho unificou as diferentes correntes do catolicismo. Ele não apenas testemunhou sua fé, ele teorizou ela tomando por base o que a Filosofia tinha de melhor – o platonismo. Faltam teólogos que combatam da mesma forma a teologia secular que se formou em torno da ciência, o cientificismo, e isso é uma falha nossa. Nós não os queremos, nós rechaçamos mudanças.

    Quanto ao bom testemunho, ele não precisa ser esclarecido e racional; pode e deve ser um pouco sentimental. Do contrário, como a pessoa saberá o que a Fé nos faz? Só não podemos permitir que algo de fora da experiência religiosa, como essa discussão, crie uma barreira entre nós e aqueles que confiam no poder de compreensão da Razão humana – que nós devemos lembrar que foi Deus que concedeu. Sem dúvida, você está certo quando diz que base científica não traz força e convicção. Todos nós precisamos de algo que nos remeta para além de nós mesmos. Cientistas e entusiastas da Ciência, como eu, não fogem à regra. A vontade de trazê-los para comungar conosco deve ser mais um motivo para discutirmos melhor pelo menos nossas prioridades em matéria de Fé. Será o criacionismo puro tão essencial?

    Abraço.

  11. Olá Miguel,
    Valeu por participar
    A questão da ciência x religião é um problema que acompanhou a história da Igreja. Testemunhamos a briga da Igreja Católica em não aceitar que a Terra não é o centro do universo. As vezes, ao defender a literalidade da narrativa de Gênesis tenho medo por estar cometendo o mesmo erro, mas por ser luterano e por seguir o exemplo também de nosso reformador, tenho que estar de bem com minha consciência, que me leva a crer mais na literalidade da narrativa bíblica do que abraçar a teoria de Darvin.

    Mas, vou deixar o Fábio responder ao Miguel, ele tem coisas bastante interessantes a dizer, heheh

    Abraço Miguel e abraço a todos

  12. Ops, naum vi a resposta do Fábio, acho que saiu quase na mesma hora, hehee

  13. Meus amigos tenho percebido um acirrado debate e uma série de questionamentos em torno de criacionismo, evolucionismo e design inteligente. Sou Teólogo, Historiador e Biologo. Não sou darwinista e minha área de formação em Biologia é Genética e Biologia Molecular, e diante destes conhecimentos academicos que levaram para a teoria do design inteligente gostaria de desafiá-los a uma leitura de dois livro muito interessantes sobre o assunto que são: Darwin no banco de réus e Caixa preta de Darwin.
    Após a leitura destes livros, com certeza, o nível de assuntos de vocês crescerá bastante.
    Gostaria de indicar para quem gosta de analisar as questões cientificas em prol do criacionismo o site http://www.scb.org.br/
    Para quem quer power points sobre o assunto tem o site http://www.nwcreation.net/presentations/
    todos os dois sites são muito esclarecedores a respeito da questão criacionista. E antes de finalizar gostaria de deixar aos meus queridos amigos o seguinte; duas coisas são incompátiveis em termos de conciliação: Bíblia e Evolução, quem tenta achar o ponto de equilibrio entre os dois só pode estar vivendo em mundo fantástico de bob. E desculpem-me a força da expressão, mas quem quiser fazê-lo não tem nem terá coerência com a fé que “tem” ou com a “ciência” que defende.
    Muito boa a iniciativa do blog, meus parabéns!

  14. Olá Alexsando,
    Seria interessante se você desenvolvesse alguns pontos a respeito da incompatibilidade de bíblia e evolução. E aproveitando que vc é biólogo, poderia dar alguns exemplos que pudessem reforçar a ideia do design inteligente, ou ainda que contradizem o evolucionismo.
    Acredito que essa discussão seja importante, vivemos na era da ciência e tecnologia, e precisamos debater. E esse é um espaço livre pra isso.

    Abraço

  15. MINHA RESPOSTA:

    Enquanto ainda penso um pouco mais sobre tudo o que foi dito aqui e enquanto vou digerindo alguns bons argumentos, quero deixar uma série de pontos e reflexões soltas (ou não precisamente interconectadas) sobre como lido com o assunto:

    – primeiro: entendo que a natureza da fé e da ciência naturalista são parecidas e, ao mesmo tempo, incompatíveis. Mas acredito que ambas possuem elementos de razão e elementos de fé. É preciso crer em certas premissas da ciência naturalista para fazer certas afirmações e ao mesmo tempo ela é muito razoável e possui fortes elementos racionais. Da mesma forma a fé, estando baseada na Palavra, em um Jesus (Deus-conosco) que é o Logos (verbo, razão, conhecimento), tem seus elementos de compreensão lógica e ao mesmo tempo de fé.

    Mas, como disse o Jerri, eu também “acredito que não somos capazes de a partir da nossa realidade, dos nossos sentidos e do poder na nossa razão compreender e estabelecer verdades definitivas.”

    – segundo: acho que precisamos sempre lembrar da história dos cegos e do elefante:

    http://www.slideshare.net/ivensmc/os-cegos-e-o-elefante

    … e então deixar Deus ser Deus.
    Acreditando em um Deus que criou tudo e afirma ter criado tudo, e que é todo-poderoso, penso que somente ele pode ver o elefante, e nós ficamos apalpando partes da verdade cada um achando ou desejando ter o todo – talvez muitas vezes tal e qual o Diabo desejou antes de cair da luz para as trevas. Nós gostamos de achar que sabemos a verdade, mas no fundo precisamos recorrer a mesma fonte da humildade do Jerri que se afirma incapacitado para discutir o assunto com propriedade.

    – terceiro: até onde meu conhecimento naturalista vai e meu conhecimento bíblico e fé me guiam, eu sempre andei em “paz” com o evolucionismo. Sem crer nele, mas aceitando que quando excluímos Deus da “equação” não nos resta muito mais do que o acaso mesmo. Sem Deus preciamos cantar que só mesmo o acaso pode nos proteger enquanto andarmos distraídos.

    Fábio, não me entenda mal aqui: num primeiro momento, para quem está em paz com a teoria da evolução, a sua teoria de conexão entre fé e evolucionismo é bem atraente; e apesar de não ser provada biblicamente (como você mesmo reconhece), infelizmente, eu vejo que talvez ela possa ser desprovada biblicamente. Vou começar dizendo que o mesmo Jesus que cremos ter afirmado claramente ser Deus, e ser UM com o Pai, e ter se entregado para nos santificar (João 17), esse mesmo Jesus que cremos ter dito isso disse que “no princípio Deus os criou homem e mulher”. Citou e afirmou com precisão, sem alterar nada, o texto de Gênesis, em que Deus criou o ser humano pó da terra, fazendo de Deus um criador que colocou a mão na massa e não apenas um Deus que deixou o acaso agir, criando apenas algumas leis e depois deixando o resto “rolar solto”. Pelo contrário, a Bíblia é uma afirmação de um Deus de amor que entra na história do ser humano e do seu povo a todo momento… ao ponto de se fazer carne, se tornando parte da história dentro das “regras naturalistas” ou não que ele mesmo criou.

    – quarto: lembro também ainda que, de certa forma, para aqueles que buscam tantas “provas” nas ciências naturais unicamente, que muitos filósofos entendem que pouca coisa dentro das ciências naturais podem ser provadas, por exemplo:

    *como provar que realmente existimos?
    *como provar que não somos um sonho de uma borboleta roxa?
    *como provar que nossa memória é real se ela pode ter sido implantada segundos atrás por algum ser extra-terrestre ou uma máquina evoluída que está nos dominando tal qual uma matrix no conhecido filme?

    Fico com a posição humilde do Jerri: não tenho condições de ver o elefante. Sei, por causa da minha fé no Cristo revelado na Bíblia, que seguro a pata do elefante e penso que sei muito e chego a ser tentado a achar que compreendo Deus e sua imensa criação.

    – quinto: onde essas perguntas sem respostas me levam diante das ciências naturais?

    Entendo que o cientista cristão tem pelo menos dois caminhos, um deles sugerido pelo Fábio que é realmente um caminho duplo onde de certa forma “são obrigados a crer numa coisa durante a semana e noutra nos fins de semana” ou tentar criar uma “teoria” de conexão entre fé e ciências naturais. Ou quem sabe o cientista cristão pode voltar ao primeiro ponto que levantei e agir na certeza de que a ciência naturalista anda, talvez, excluindo Deus da equação por sua própria natureza de abordagem epistemológica.

    O segundo caminho seria tentar colocar Deus na equação, como por exemplo, através do Design Inteligente (DI). E aqui eu particularmente arrasto uma asa também…

    … mas procuro lembrar o segundo ponto que levantei: continuamos os mesmo seres errados e presos à uma realidade que não pode ser provada e, portanto, mesmo com essa teoria que busca se formar como abordagem científica e, quem sabe, no futuro poderá vir a ser uma forma científca mais aceita na comunidade, continuaremos errando na tal busca pela verdade e pelas explicações. Mas… sigamos tentando.

    – sexto: (depois desse, só mais um ponto) não é exatamente um argumento, mas uma decepção pessoal com o evolucionismo. Se decidirmos crer e abordar o mundo somente de forma naturalista-evolucionista, o amor, para mim, se torna uma grande decepção. Afinal, sem Deus, o amor é apenas uma química que acontece no nosso cérebro e desencadeia algumas reações que nos ajudaram e talvez ainda ajudem a sobreviver e nos destacarmos do restante das espécies.

    Quando nos apaixonamos, quando casamos, quando dizemos que amamos uma pessoa (pai, mãe, filho, filha, esposa, namorada, amigos), pela abordagem meramente evolucionista estamos apenas permitindo que “nos domine” a química que teria nos permitido sobreviver à seleção natural.

    O mundo perde 99% da graça em viver e certamente 200% da Graça da vida, pois somos seres meramente controlados ou somos apenas resultado de químicas onde o amor é apenas mais uma delas.

    – sétimo: é minha última reflexão numa linha parecida com a anterior.

    Eu não compreendo a necessidade de qualquer obrigação moral no evolucionismo ou numa abordagem de mundo naturalista. Alguns podem dizer que hoje obrigações morais são necessárias para a sobrevivência pacífica de todos, mas no fundo, para mim, dentro dessa abordagem, alguns ou muitos evolucionistas que crêem que o ser humano chegou até aqui sob a “lei do mais forte” estão permitindo a imposição de “leis morais” sobre o restante do mundo – de certa forma segue sendo a “lei do mais forte impondo ‘leis morais'”. Mas o que me chama a atenção é que não há na natureza algo que prove que leis morais existem.

    Mesmo os Direitos Humanos perdem sentido.
    Sem Deus dizendo que o ser humano é o último na cadeia da criação e que tudo pertence a ele (Gênesis 1:28), o ser humano pode até ser um ser mais complexo do que o restante da natureza mas não deveria ter mais valor e não há nada nas “regras” naturais que provem e digam que os direitos humanos, que conferem valor absoluto ao ser humano, existam ou seja algo bom.

    Eu não estou dizendo que se uma pessoa não poderá ser moral se não crer em Deus. Mas quando você não crê, sua moralidade é meramente uma fabricação ou aceitação de regras impostas pela sociedade.

    O mundo perde 99% da graça em viver e certamente 200% da Graça da vida, pois estamos impondo sobre o restante do mundo e queremos exigir das pessoas moralidade, queremos direitos que naturalmente não temos. A humanidade evolucionista-moralista-e-dos-direitos-humanos está na contramão da história naturalista da sobreviência do mais forte, na minha opinião.

    (…)

    Sei que sou prolixo, e da mesma forma que o Fábio, não consigo na maior parte das vezes, escrever pouco e sintetizar minhas idéias e pensamentos.

    Espero ao menos ter expressado corretamente o que penso a ponto de ser compreendido, ainda que minhas colocações não sejam aceitas, não convençam ou sejam.

    .um grande abraço a todos.
    .em Jesus.
    .Rahel.

    P.S.: sugiro que assistam também as palestras do professor Adauto Lourenço no YouTube. Tem palestras completas (divididas em 5 ou 10 vídeos) sobre o DI e muito interessantes.

  16. Olá Rahel
    Gostei muito de sua participação e da sua defesa do ponto de vista bíblico.
    As vezes vejo que o que Deus nos exige nesse momento da história é realmente fé. Nunca antes na história do mundo tivemos tantas informações sobre nós e do mundo ao nosso redor. Quando entramos na era da razão, começamos a achar que poderíamos explicar tudo e acho q ficamos orgulhosos demais.
    Gostei quando vc disse que a ciência não pode colocar Deus na equação. Bom, se falta um termo da equação, será que é possível que o resultado dela pode estar certo?
    Compreendo a importância da ciência, todos nós nos beneficiamos com ela, mas não consigo depositar sobre ela a confiança de que ela responde a todas as perguntas. Talvez não consiga explicar com rigorosidade científica as datações do carbono 14, porque vemos a luz de estrelas que estão a milhões de anos luz, mas creio num Deus de tamanho e poder suficientes para criar coisas que vão muito além da possibilidade humana de compreender.
    É nessa compreensão da realidade que eu prefiro acreditar, pode parecer que isso seria o resultado do que Marx disse a respeito de a igreja ser o ópio do povo, mas pra mim crer em Deus e no relato bíblico ainda faz mais sentido pra minha vida do que o evolucionismo.
    Claro que quando eu digo que a realidade é mais complexa do que podemos entender, estou abrindo a possibilidade para a compatibilidade entre o relato bíblico e a evolução, mas como não consigo fazer essa relação, prefiro ficar com o relato bíblico, seja ele uma realidade ou seja ele uma forma de expressar uma verdade que talvez seja a evolução.
    Mas ainda não consigo fazer essa ligação, se ela existir, já anotei essa dúvida no meu caderninho para que quando chegar lá no céu Deus me explicar isso, heheheh
    Abraço a todos, e valeu Rahel, vc fez com que eu me sentisse um pouco mais animado em seguir firme com pés firmes no relato bíblico como uma realidade, mesmo que remando contra a maré da cientificidade.
    Valeu

  17. Olá Jerri,

    Que bom que podemos nos apoiar e que você ficou mais animado…

    … eu confesso que no passado já tive mais dificuldade com essas questões e elas me deixavam intranquilo. Entendo também a “angústia” do Miguel com colegas e amigos na faculdade. É uma época complicada.

    E hoje vivemos em tempos mesmo de grande informação e dizer que alguma coisa é científica é quase uma forma de dizer que é uma verdade incontestável. Vivemos um tempo de grande crença e depósito de confiança na ciência naturalista, como se sua abordagem pudesse explicar tudo e acreditamos, embora poucos compreendam, em quase tudo o que “é científico”. Cientistas e pessoas como Dawkins, Hawking, Hitchens e o Harris são como a voz desse deus, oráculos do naturalismo.

    Mas o naturalismo, repito, para mim, expplica tudo com a premissa de que tudo pode ser entendido e explicado sem um criador. E o interessante da proposta do Design Inteligente é que ele entende que é preciso colocar o criador na equação para compreender melhor as coisas que nos cercam. E o DI ou os D-ístas não o fazem com leviandade.

    Eu entendo o que Marx afirmou sobre a religião ser o ópio do povo, pois ela é realmente em muitos casos. Nós mesmo muitas vezes fazemos uso de nosso conhecimento ou religiosidade de forma “opiácia”.

    Mas volto a lembrar que a ciência-naturalista é um novo ópio do povo também. Pessoas tendem a crer em suas verdades com pleno absolutismo e, atualmente, o que mais tem me assustado é que pessoas como aqueles 4 que citei (Dawkins + 3H) andam espalhando em seus mais recentes livros de que não é mais possível respeitar e conviver com o religioso, com a religiosidade em especial com o cristianismo.

    Aproveito aqui apenas para fazer uma “correção”:
    – li o argumento de que a teoria da evolução é apenas uma teoria. E, embora isso isso seja uma parte da verdade, é preciso lembrar que a comunidade cietífic-naturalista também não costuma ser leviana e uma Teoria com “T” maiúsculo não se transforma em teoria da noite para o dia. É preciso uma série de evidências para que algo seja afirmado como Teoria. Então, a Teoria da Evolução não é apenas uma teoria leviana.

    Dito isso, finalizo apenas pedindo que mais cristãos adotem a sua postura, Jerri, de humildade em reconhecer que não temos como saber tanto quando preconizamos a ponto inclusive de afirmar que Deus não existe. Se ele existe ou não é uma questão de fé para ambos os lados. Por isso, Miguel, lembro o que você já leu no texto que compartilhei com você sobre fé e ceticismo que escrevi:

    Milhares de pessoas tem dúvidas sobre Deus e sobre a existência de Deus; crêem em cientistas-naturalista como oráculos; estão dominados por um novo ópio; e nossa postura não pode ser de ridicularizá-los ou de desrespeito como
    “pregam” os “Hitchens da vida”. Por isso lembro:

    “Tenham misericórdia dos que têm dúvidas;” (Judas 1.22)

  18. Caro Rahel,

    Você percebeu a minha principal preocupação com o criacionismo. Ela é de caráter epistemológico. Um milagre, que defini como a quebra da ordem natural, não pode ser explicado. Se o mundo foi feito através de seis quebras de um universo estático, a sucessão dinâmica de causas e efeitos pelos quais procuramos explicar os fenômenos da natureza encontra uma barreira intransponível na impossibilidade cognitiva do homem de apreender o transcedental. É exatamente essa barreira que a o Design Inteligente levanta quando muda o foco da História Natural das causas materiais para a incompreensível psique divina e é por isso que o considero, na verdade, uma anti-teoria.

    Na medida que aceitamos o criacionismo através de sua justificativa “científica” – os seres vivos são muito complexos para terem sido criados ao acaso – nos deparamos com uma vasta quantidade de evidências sem tratamento adequado. Como justificar um esqueleto humano de 300.000 anos ou a extinção de um animal criado por Deus antes do homem? Como rejeitar a Evolução sem questionar a Arqueologia, a Geologia e a maneira como o tempo é marcado por essas ciências? Aceitando o relato de Genesis, o heliocentrismo faz sentido? Nele, Deus criou o mundo a partir da Terra, não do Sol.

    Você erra quando trata o acaso como um dos pontos principais do Evolucionismo – mesmo sem dizê-lo expressamente. O ponto principal é a adaptação. No entanto, seu alerta sobre as consequências éticas da teoria é justificado. O Darwinismo Social, que explorou isso, serviu para justificar a escravidão, a subjugação das tribos da África ao jugo imperial e a extrema pobreza que o capitalismo trouxe para a Inglaterra. Mas a falha dessa teoria não é a Biologia, é o seu uso para fins de justificação política, é a propositada indiferença à humanidade dos pobres. Temos uma diferença ética em relação aos animais. Se a deles advém da perpetuação da espécie, como prova seu comportamento, a nossa advém da Razão, da Religião, de nossa estranha capacidade de pensamento metafísico – algo que, por não servir à nossa sobrevivência, só pode ser nossa semelhança com Deus.

    Ademais, há algo que percebi de constante na comparação entre a história do pensamento religioso e da ciência. Ela consiste basicamente no enfraquecimento da ação direta da divindade, seja de outros deuses ou do nosso Deus, o que não implica, necessariamente, na sua inexistência.

    Os antigos egípcios acreditavam que o Sol era o faraó que ressucitou depois de sua jornada bem-sucedida contra serpentes gigantes e outros monstros que ele enfrentara depois de morto. Certos disso, eles construíram tumbas magníficas, cheias de instruções gravadas nas paredes e coisas que podiam ajudar seu rei-deus. A morte dele era algo que causava muita apreensão porque se acreditava que o Sol não nasceria se ele perdesse sua luta contra o Mal. Para eles, o amanhecer era um experiência religiosa tal como a Santa Ceia. Imagine se voltássemos no tempo e ensinássemos para seus astrônomos, talvez os melhores da Antiguidade, que o Sol era o resultado da constante fusão de Hidrogênio e Hélio em particulas mais pesadas até o núcleo. Imagine se disséssemos que muitas das estrelas que vemos nos céu têm centenas de milhares de vezes o tamanho do Sol, o poderoso faraó?

    Para muitas religiões politeístas da Antiguidade, senão a maioria, o deus que trazia a chuva era o mais poderoso. Na Bíblia encontramos orações com esse objetivo. Os hebreus não pediam por milagres, pediam por algo que dependia completamente do poder discricionário de Deus. Hoje aprendemos o ciclo da chuva ainda pequenos. Em que consiste ele? Consiste num ciclo retroalimentado que prescinde completamente do martelo de Thor ou da ação direta de nosso Deus. Hoje em dia, não interpretamos mais a falta de chuva ou desastres naturais como castigos divinos, o amanhecer é resutado da rotação da Terra e sabemos que as estrelas não deveriam ser tratadas como luzinhas no céu. Tudo se desmistifica e corremos o risco de tornar nossa experiência religiosa cada vez mais alienada na medida que forçamos mistérios onde há explicações.

    Não acredito num Deus que engana nossos sentidos e nos prevarica dos objetos de nossa razão, mas naquele que deu ao primeiro homem o ofício do biólogo. Não quero recair no ridículo cientificismo de um Dawkins, mas penso que devemos tentar nos harmonizar com a Ciência. Só assim poderemos reter as mentes mais inquietas, cujo trabalho a nosso favor tanto nos ajudaria (caso de Kierkegaard).

    Um grande abraço.

    PS.: É um prazer lê-lo novamente. Tivemos boas discussões no tempo que você postava no Orkut. Sabia que você não deixaria de lado um tema desses.

  19. E, Rahel, concordo contigo que há exageros no naturalismo. Digo como religioso e como interessado em Ciências Sociais que o homem não pode ser explicado pela Biologia. De fato, há muito mais humanidade nos estudos da Antropologia do que nos conceitos vazios desses homens que não fazem mais do que ressuscitar o perigoso darwinismo social.

  20. Olá Fabio,

    Faz tempo essas discussões do orkut.
    E caí fora somente porque as comunidades onde dialogávamos foram literalmente roubadas de mim e permanecem assim. Nunca foram devolvidas.
    Apesar de funcionarem normalmente, permancem nas mãos de ladrões.
    (…)

    No mais, não pretendia errar ao fazer parecer que o acaso é um dos pontos principais da ciência naturalista, mas convenhamos que se não há uma mente criadora por tras de algo, o que deve existir então para que ocorra uma adaptação é… o acaso ou a vontade ativa do ser; a mutação dita natural, que acaba sendo selecionada naturalmente como a adaptação que melhor resolveu ou acomodou o ser em questão aos condicionantes naturais seria furto de que? Sem querer me repetir e sem querer incorrer no mesmo erro sigo pensando que se é a adaptação um dos pontos principais do evolucionismo-naturalista, sem querer querendo, o acaso anda bem pertinho da disputa como ponto principal, ou talvez, como premissa.

    A questão principal para mim nisso tudo é que de um lado temos uma esmagadora maioria de cientistas que realmente não apenas não acreditam em Deus, um Deus criador com papel ativo na criação de tudo, mas encontramos nessas mesmas pessoas um profundo desejo de excluir Deus da equação. Quer quiramos ou não, temos uma parcela cada da comunidade científica agora, através do DI, admitindo que as evidências apontam para um criador. Alguns poucos, acham inclusive que teriam sido alienígenas, seres que criaram toda a vida na terra. Outros, acham que o criador é um ser nada alienígena e que continua por aí.. criando.

    Eu não coloco a minha mão no fogo pelo DI…
    … mas ele me chama a atenção pelo fato de que pretende incluir Deus na fórmula. Como?

    Não sei se teremos a chance de saber, afinal, a comunidade científica não anda com a mente aberta o suficiente para pensar diferente, escolheram uma crença: a de que é impossível explicar algo incluindo Deus na fórmula – é a crença de que as evidências nos dizem que as coisas acontecem naturalmente e as adpatações são selecionadas naturalmente. Você também cai um pouco para esse lado quando decidde não acreditar “num Deus que engana nossos sentidos”, pois na verdade, essa afirmação contém uma crença e uma inferência de que a única explicação para a compatibilização da ciência naturalista e a existência de Deus é a de um Deus que não nos engana, ou seja…?

    “Nós, cientistas-naturalista, que não vemos Deus criando nada, estamos certos de que as coisas acontecem exatamente como vemos e temos visto [ou escolheram ver]… sem que Deus interfira.”

    Trata-se de uma crença em uma única abordagem epistemológica para explicar tudo o que existe: as nossas faculdades mentais aplicadas à ciência naturalista.

    Eu entendo que nesse mundo cheio de si próprio, onde a ciência é a nova religião que tudo pode revelar ao seu humano, e onde a nossa razão tira Deus do centro, falta liberdade para ver o que não podemos explicar sozinhos.

    Eu também não acredito que Deus enganaria nossos sentidos… mas acredito que nós mesmos nos enganamos e decidimos não ver que essas coisas complexas que tanto estudamos e admiramos são criação de Deus. E repito meu erro: tiramos Deus da equação, e tendo feito isso, só podemos explicar a adaptação como…?

    Como desejo do tentilhão de mudar de bico?
    Um desejo tão forte que o tentilhão ainda não adaptado sobreviveu durante os milhões de anos que ele levou para se adaptar-para-sobreviver.

    Acredite, ouvi hoje mesmo num Discovery Channel “da vida”, que o tentilhão teve papel ativo nas sua própria adapação com a seguinte apresentação: “o tentilhão precisou se adaptar ao ambiente e à adversidade”.

    A teoria está mal explicada ou andam colocando o desejo no lugar do acaso na adaptação.

    Eu não sei como “justificar um esqueleto humano de 300.000 anos ou a extinção de um animal criado por Deus antes do homem”, nem sei como “rejeitar a Evolução sem questionar a Arqueologia, a Geologia e a maneira como o tempo é marcado por essas ciências”, mas o fato de que eu não sei como fazer isso e de que você também não saiba, para alguns é a perfeita justificativa para provar a inexistência de Deus e para você prova que o evolucionismo está certo. Cada um escolhe de que servem essas “provas”, e para mim, o fato de que não conseguimos compatibilizar “os fatos” naturalistas significa algumas coisas: sabemos pouco ainda; ou estamos usando apenas uma abordagem epistemológica; ou andamos olhano do jeito errado; ou estmos no caminho errado.

    Se de um lado, Fabio, como você diz, “corremos o risco de tornar nossa experiência religiosa cada vez mais alienada na medida que forçamos mistérios onde há explicações”, do outro, temos quem tem escolhido tornar sua experiência religiosa alienada forçando explicações onde há mistério ainda, ou mesmo, tirando Deus da fórmula em toda e qualquer oportunidade onde talvez devêssemos estar admitindo a possibilidade.

    Gosto do exemplo do relógio: o evolucionismo-naturalista é como o cara que ao encontrar um relógio na beira da praia e sabe que o metal que compõe a pulseira pode ser obtido com altas temperaturas, se põe a explicar em minúscias como aquela pulseira trabalhada ocorre naturalmente; vê o vidro na frente dos ponteiros e explica extamente como um raio na areia cria esse vidro. No entanto, qualquer pessoa que encontra um relógio na praia ou centenas deles, milhares deles, não conseguiria explicar como tantos podem ter se formado tão naturalmente assim. Quando se exclui o criador da equação, decide-se dizer que o design complexo do relógio só pode ter sido por acaso, no caos natural de como as coisas são quando não são criadas. E só aceita-se essa como a única verdade, pois do contrário, deve-se admitir que há um criador por trás do objeto.

    Alguns cientistas afirnam que “capacidade de pensamento metafísico” serviu para nossa sobrevivência e adapatação. E agora simplesmente não serve mais?
    Não estaríamos negando os mecanismos que tanto afetaram a nossa adapatação e sobrevivência ao negar o metafísico?

    Parece-me agora, para alguns, religião e ateísmo são apenas mecanismos de sobrevivência.

    De certa forma, a mim, parece que a mesma dificuldade intelectual habita a mente de todos para colocar ou retirar Deus da equação. Trata-se de uma premissa, portanto, que reside fora da capacidade intelectual colocar ou rertirar Deus das criação.

    E não se trata de uma peça pregada por Deus, não; mas da natureza humana de negar a existência dele e aceitar que ele criou as coisas mais ativamente do que podemos ver, ouvir e perceber com nossa “imensa” capacidade intelectual – se o Deus revelado na bíblia realmente existir.

    Eu acredito que o pecado segue nos cegando.
    E não culpo Deus por isso.

    Na minha ciência, com abordagem metafísica, revelada na Bíblia, nada mais natural no ser humano do que tentar explicar tudo somente com as ciências naturalistas.

    Fabio, é um grande prazer seguir dialogando… e trocando mais algumas dúvidas e afirmações tão pessoais quanto as nossas crenças.

    .um baita abraço.

  21. Olá Rahel e Fábio
    Aplaudo o discussão que vcs estão fazendo em torno desse tema.
    Estou saboreando os argumentos que vcs estão colocando e fico feliz por ter essa oportunidade de acompanhar o que vcs estão escrevendo.
    Fico ainda mais feliz pelo diálogo estar acontecendo em um bom nível.
    Continuem,
    Abraços

  22. muito legal seu blog!

    gostei do post!

    se quiser que eu coloque alguma matéria sua que tenha a ver com psicologia no meu blog, é só me avisar

    o endereço é:

    http://psicologiaparatodos.16mb.com

    abraços!
    virei aqui mais vezes!!!!

  23. Olá, tentei acessar seu blog, mas deu erro.
    Bom, este blog é de propriedade de alguém em particular, mas foi desenvolvido por alguém em particular e tem a colaboração com textos e comentários de algumas pessoas. Se achar algo interessante no blog que você acha interessante e queira colocar no seu, sinta-se a vontade, apesar que se alguma coisa sair aqui com relação a psicologia, será só em função de algum assunto em particular.
    Fique a vontade.
    Abraços

  24. Distintos Contempladores!

    Sobre os conceitos do Design Inteligente e o Evolucionismo Darwiniano, há um abismo profundo para o discernimento da criação universal.

    * É bem verdade que o DI apoia-se num paradigma conceitual de intencionalidade ou não, na Teoria do Multiverso – “petição de princípio” (quem criou quem?), além da complexidade especificada ou irredutível na ordem teleológica e ordem concebível.

    * Por outro lado, o “evolucionismo” fundamenta-se na causalidade e temporalidades inconsequentes da teoria progressiva das espécies.

    Dentro destas reflexões existe também o “filtro explanatório” p/ avaliar as complexidades, contingências e especificabilidades de cada teoria.

    Sabe-se que a complexidade irredutível é um indicador seguro do Design Inteligente, pois nele existe um princípio de engenharia metodológica, evidente nos aspectos biológicos e morfológicos dos seres existentes no sistema planetário. Isto é, há uma corroboração empírica direta, onde o DI intencional está realmente presente e tencionalmente subsiste por si próprio.

    No “evolucionismo”, ao contrário, há uma obstrução estrutural em sua cadeia dinâmica. Não existe um coeficiente que possa determinar uma sequência lógica, dando uma continuidade p/ um processo infinitesimal.
    Observa-se nesta teoria uma lacuna irreversível assim que houver o processo “extinguível de uma espécie”. Essa cadeia evolutiva rompe-se e o processo estanca. Vamos deixá-los indagar: “Como faremos p/ evoluir essa espécie novamente?”.
    Se a teoria é evolutiva, difícil será aceitar nela uma regressão, como se fôssemos a cata de um vestígio deixado p/ trás, ou uma semente que tenha sobrevivido intacta. Mesmo que haja tal semente, ela precisará de meios simbióticos p/ recomeçar tudo novamente. Não haveria como refazer um animal extinto, nem mesmo que o cruzássemos aleatoriamente com alguma espécie viva semelhante. Poderia nascer geneticamente uma espécie disforme com outras características, mas não aquela que se extingiu.

    Assim estabelecido, numa sequência temporal de séculos, é crível que o “evolucionismo se extermine por si só”. Para tal, basta que haja uma ausência em qualquer ponto vital de sua funcionalidade, ou rompimento num dos elos dessa cadeia evolutiva. Não há uma força inteligente que faça tal religação por si só.

    Para consolidar o Designer Inteligente, é lícito acreditar que exista uma “força espiritual” que comande tais fluxos inteligíveis, numa dinâmica incompreensível ao entendimento do homem mortal, cuja racionalização, só poderá ser concebível fora deste plano material quando formos arrebatados.

    Neste caso nós saberemos identificar os nossos campos magnéticos atraídos pelos polos deste imã multiatômico: DEUS.

  25. Recebi hoje uma atualização dessa discussão. Achei que seria interessante “atualizar” meus argumentos. “Defendo” ainda o evolucionismo. Por que? A melhor maneira de começar é pelo conceito de paradigma científico. A Evolução deve ser sempre vista como pertencente e parte fundamental da Ciência Moderna. Isso significa que ela, junto com outras Ciências Naturais, partilha de um método científico que exclui os demais. Tal método não apenas alterou as respostas como alterou as perguntas que o cientista fazia. Os grandes avanços da Biologia se deram justamente pela negação de questões que vocês estão se colocando. Não é por negligência, é porque o método científico moderno não foi criado para respondê-las. Ele está errado? Pode muito bem estar. A física quântica já colocou desafios medonhos às verdades absolutamente quantificáveis da física clássica. Mas se é para rejeitar a Evolução um aviso: qualquer ciência que mereça o nome deve levar seu método e suas conclusões até as últimas consequências. O Design Inteligente faz um processo natural, em função de sua complexidade, depender diretamente de um ser incognoscível. Ele devolve a teleologia à Natureza e a Metafísica à sua antiga soberania no reino das Ciências. Vocês estão preparados para discutir Escolástica, éter, causa formal, essência..? Penso que rapidamente cairíamos em discussões que nos apetecem, mas são estéreis para a ciência e o ofício do biólogo. Melhor lembrar que cabe a fé e somente a ela nos mostrar a verdade última da existência de Deus, que excede toda compreensão humana.

  26. Prezado Contemplador!

    O Designer Inteligente não poderá ser mesmo aceito pelo ciência. Se o for, desbancaria todo o arcabouço erigido em cima de muitas Academias Científicas, já estruturadas e programadas para levarem a cabo o evolucionismo prático e conceitual.
    Porém, os senhores acadêmicos verão com o tempo, que aparecerão evidências insustentáveis que detonarão as idéias darwicionistas.
    Sabe-se que as condições pré-estabelecidas por estes órgãos a fim de acatarem uma teoria científica, estão determinadas em parâmetros de interesses setoriais da própria ciência, em concomitante com a Igreja e seu clero multi-dogmático.
    Havendo a aceitação do Designer Inteligente, todo esse entrevero irá ferir os defensores de teses e hipóteses religiosa-científicas, além de mexer radicalmente com o brio de seus seguidores.
    Na verdade, ninguém quer ficar atrás.
    Há um conceito em física que diz: “primeiro se descobre, depois se inventa”. E o próprio Charles Darwin definiu sua humildade neste sentido quando disse: “A impossibilidade de imaginar este grande e maravilhoso universo como obra do acaso, é a meu ver, o argumento principal que prova a existência de Deus”. E finalizou: “Quando abro a porta de uma descoberta científica sempre encontro Deus lá dentro”.
    Darwin por si mesmo, lançou a semente evolucionista, mas dentro de seu subconsciente, uma voz clamava. Ele sabia que suas idéias iriam germinar, crescer e se tornar uma planta forte e robusta, porém, dentro de alguns séculos, iria morrer também.
    Isto porque, nenhuma teoria ou hipótese se fundamenta para sempre diante de uma sabedoria invisível e infinita, provavelmente, insondável às nossas compreensões.
    Finalizando, talvez somente o improvável, o esdrúxulo e o absurdo, tenham a probabilidade de serem reais no cosmo. Se assim for, todas nossas imaginações não passarão de meras falácias.
    Obrigado.

  27. Prezados Contempladores!

    Tenho observado nos anais científicos que pouca coisa evoluiu em relação às teorias Darwinianas em relação ao surgimento do homem sobre a orbe.
    Surgiram, evidentemente, contraposições, rebates e muita polêmica sobre a evolução das espécies, isso não se contesta. Porém, depois da apresentação do biólogo inglês, pouca coisa apareceu para sustentar outra ideia mais favorável às suas manifestações evolutivas.
    Já a Teoria do Designer Inteligente, bate-se contra uma forte parede blindada pela ciência. Pois esta, certamente evoluiu e continua avançando para descortinar novos horizontes ao surgimento da vida e a criação do Cosmos.
    Sendo assim, amigos, ficamos no grande impasse para ver ou admitir quem poderá ser o vencedor nesta celeuma de pensamentos dimensionados.
    Mesmo que advenha à ordem das complexas hipóteses ou teorias uma nova tese ou descoberta, é imporvável que ela se sustente como absoluta.
    O cérebro humano é limitado. Tome-se como exemplo um jogo de xadrez. Mesmo o maior grande mestre desse jogo jamais conseguiu se manter no topo durante sua vida. Sempre as derrotas aparecem para desestabilizar a mente das lógicas e probabilidades;
    Sendo assim, penso que o cérebro humano é apenas uma partícula do “Grande Cérebro Motor” da existência, a qual, denominamos por DEUS.

  28. Prezados Contempladores!

    Toda estrada possui o começo, meio e fim. Em qualquer teoria ou hipótese científica há um parâmetro mental que define o surgimento da ideia para incrementar suas definições. Todavia, colocada à prática, a ideia toma seu curso na biosfera, onde seres humanos a propagam e a levam adiante através dos meios de comunicação atrelados ao seu interesse intelectual.
    No entanto, quando surge uma nova expressão idealizada na realidade atual, a ideia anterior deixa de ser expressiva e torna-se relegada, passa a murchar e definha no esquecimento. Foi superada, ficou obsoleta. A estrada para tal conceito chegou ao fim.
    Contrapartida, quando uma ideia atravessa os séculos, sem ser atropelada e contestada, tampouco superada por uma nova contextura mental, diremos que tal expressão é forte e caminha para o infinito. Seria possível isso?
    Penso que não. Mesmo que tais ideias subsistam através dos milênios, um dia poderá ser sobrepujada por uma ideia superior.
    Fica então aquela tese jurídica que prescreve ao réu: “Até que se prove o contrário, o mérito para a acusação existe enquanto durar o processo”.
    Enquanto perdurar a vida na esfera terrena, toda teoria o hipótese não passam de meras suposições. As estradas humanas não são infinitas.

    Paz e Luz irradiante.


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: