Publicado por: Miguel Dolny | 4 março, 2011

Uma mensagem muito louca

Versículo-tema: “anunciar o evangelho (…) sem usar a linguagem da sabedoria humana, para não tirar o poder da morte de Cristo na cruz” (1 Coríntios 1.17 – NTLH).

É provável que, depois de voltar de um congresso de jovens ou de um retiro, ou então quando participou de um estudo bíblico interessante, você tenha se sentido motivado a comunicar aos seus amigos o amor de Deus, que nos deu a vida, que nos salvou, que nos perdoa… Mas, antes mesmo que essa motivação dê origem a uma faísca de ação, você se pergunta: “como será que devo falar? Afinal de contas, qual a maneira correta de falar ao meu próximo sobre o evangelho?”.

E a resposta é: falar sobre o evangelho.

O texto de 1 Coríntios 1.17-31 mostra o que precisamos para entender isso (esse é o momento em que você abre a bíblia, procura o texto e o lê).

Logo no começo do versículo 18 Paulo diz algo que não parece ser tão animador: “a mensagem da morte de Cristo na cruz é loucura para os que estão se perdendo”. Será que essas palavras não fazem sentido? Quando você pensou em falar da maravilhosa mensagem do evangelho para seus amigos, talvez tenha suposto que eles achariam tudo isso meio estranho. Afinal, quando muito, eles acreditam em Deus, imagine se acreditariam que um homem morrendo pregado em uma cruz poderia salvar a humanidade!

Pensando assim, normalmente começamos a bolar estratégias para falar do evangelho. Caracterizamos o público-alvo, e de que maneira precisamos falar para determinadas pessoas. Se for ao meu amigo que costuma contar mentiras por aí, devo falar de tal modo; se for ao cético, explicar a bíblia cientificamente; se for à garota que fica com todos os meninos, tenho que pensar em outra maneira de abordá-la; se for a alguém não-cristão, mas de alguma religião, outra forma; outra ainda para o meu vizinho; outra para o ladrãozinho; outra para o ladrãozão; outra para o viciado; outra para o homossexual; outra para o pervertido; outra para minha própria mãe; meu irmão… A lista continua e, será que você sabe a maneira correta de falar em cada uma dessas ocasiões? Ou, ao menos, em apenas uma delas?

Não se desespere! O versículo 18 é concluído assim: “mas para nós, que estamos sendo salvos, [a mensagem da morte de Cristo na cruz] é o poder de Deus”. Você acredita que Deus tem poder? Você acredita que Jesus morreu na cruz carregando todos os nossos pecados? E você acredita que Ele ressuscitou, e nos deu nova vida? Acredite! Isso não é loucura! Esse é o poder de Deus!

Muitas vezes ficamos com medo de falar do evangelho porque pensamos que não vamos saber direito o que falar, ou que as pessoas vão nos questionar e não vamos saber respondê-las corretamente. Mas, na sequência do texto, no versículo 20, lemos: “(…) o que poderão dizer os sábios e os instruídos? O que vão dizer os grandes oradores deste mundo? Deus tem mostrado que a sabedoria deste mundo é loucura”.

Deus vira o jogo: a sabedoria humana é que é loucura! Quanto mais você quebrar a cabeça tentando explicar a Palavra de Deus com sua própria inteligência, seus próprios argumentos, mais louco estará sendo! Mais uma vez: você crê? Você tem fé? Então saiba que “(…) a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo” (Rm 10.17). Paulo está dizendo aos romanos, Paulo está dizendo aos coríntios, e está dizendo a você: o evangelho é Cristo. Se você quer falar da maneira correta, saiba que Cristo é Deus entrando na história humana, para nos libertar da escravidão de todo tipo de maldade; Cristo é Espírito Santo, habitando naqueles que têm fé e utilizando seus dons, sua vida, como ferramenta bem ajustada. Dessa maneira, é Ele que bondosamente age em nós e, por isso, “quem quiser se orgulhar, que se orgulhe daquilo que o Senhor faz” (1 Co 1.31).

Lembrando o versículo 17: “anunciar o evangelho (…) sem usar a linguagem da sabedoria humana, para não tirar o poder da morte de Cristo na cruz”. Para falar da maneira correta, saiba que “(…) Deus uniu vocês com Cristo Jesus e fez com que Cristo seja a nossa sabedoria. E é por meio de Cristo que somos aceitos por Deus, nos tornamos o povo de Deus e somos salvos” (1 Co 1.30).

Todo o sentido é Jesus Cristo. Converse com Ele sobre suas descrenças, seus medos, entregue sua vida a Ele e experimente ser um servo fiel. Seja Ele a sua sabedoria, é Ele o meio para a salvação, seja Ele o seu falar, o seu pensar, o seu viver.

Publicado por: Miguel Dolny | 10 fevereiro, 2011

Lucas, o nosso querido médico

Lucas, o nosso querido médico (…)” (Colossenses 4.14)

A frase de efeito “Religião x Ciência” aparece com certa frequência em capas de revista e publicações na internet. Muitos não-cristãos, céticos, simplesmente ignoram o cristianismo, dizendo não acreditar, mesmo sem conhecê-lo. Da mesma forma, existem cristãos radicais, que, mesmo sendo informados sobre os benefícios de certas descobertas científicas, não as dão credibilidade, e alguns até mesmo dizem que o homem está ‘brincando de ser Deus’.

Lucas, autor de dois livros da Bíblia (Lucas e Atos), era médico. Às vezes os cristãos se apóiam em seus livros para dizer coisas como: “você não precisa ir ao médico, tudo o que você precisa é orar e ter fé e confiar em Deus, que Ele vai curar você”, pois Jesus curou muitas pessoas. E lêem Atos e vêem que o Espírito Santo faz milagres, mas esquecem-se de reconhecer que muitas vezes Deus utiliza pessoas comuns, seja um menino ou um médico, para realizar seus milagres e curas. A grande questão sobre o médico não é que nós não precisamos dele, mas que Jesus é o “Médico dos médicos”.

Agora, imagine o quão bom seria ser atendido por um médico como Lucas?! Um médico que lhe diz qual seu problema físico e ora por você. Um médico que lhe pergunta: “como vai sua vida, sua família, como está na leitura da Bíblia, o que Jesus tem lhe ensinado, como está sua dieta, exercícios, como tem se sentido, como tem sido sua recuperação…”; e, por fim, ele estende suas mãos e ora por você. Não seria ótimo?

Para quem sente que Deus o tem chamado para a área da saúde, seja para ser médico, enfermeiro ou anestesista, Lucas é um grande exemplo. O que geralmente acontece é que as metas dos estudantes são se graduar e conseguir um ótimo emprego, que renda muito dinheiro. E Lucas passou por esse desafio: ele se graduou, terminou seus estudos, se tornou um cientista. Pode-se dizer que ele foi muito bem educado, seu grego era impecável, e se tornou também um grande historiador. Ele foi um homem culto numa época em que talvez 10% dos homens, particularmente em áreas rurais, recebiam educação, e ser educado ao seu nível era muito raro. No entanto, Lucas não resumiu sua vida a atendimentos médicos em maior número possível para faturar o máximo possível. Ele se privou de algum tempo de prática médica para viajar com Paulo, para fazer pesquisa investigativa, escrever livros da Bíblia, e assim ele utilizou sua educação e intelecto para a causa de Jesus.

Nessa época de volta às aulas, fica o desafio, não só para aqueles que sonham em ser médicos: de que forma podemos utilizar nossa educação, nossos estudos, para sermos bons servos de Jesus.

 

Texto baseado em trecho retirado de “Eyewitness to Jesus”, em “Luke’s gospel: investigating the man who is God”, do pastor Mark Driscoll. Para ver o texto original na íntegra (em inglês), acesse http://www.marshillchurch.org/media/luke/eyewitness-to-jesus.

Publicado por: jerritomm | 31 janeiro, 2011

JUVENTUDE NERD

2 Timóteo 3.15,16 – “E, desde menino, você conhece as Escrituras Sagradas, as quais lhe podem dar a sabedoria que leva à salvação, por meio da fé em Cristo Jesus. Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver”.

Deuteronômios 6.6-9 – “Guardem sempre no coração as leis que eu lhes estou dando hoje e não deixem de ensiná-las aos seus filhos. Repitam essas leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem. Amarrem essas leis nos braços e na testa, para não as esquecerem; e as escrevam nos batentes das portas das suas casas e nos seus portões.”

Estudar é para muito poucos um prazer. O número dos chamados “CDFs” é relativamente pequeno nas escolas. Os também conhecidos como “NERDs” são um grupo que muitas vezes sofrem pelo fato de se aplicarem aos estudos, de tirarem notas boas e de terem um comportamento mais reservado e metódico. São excluídos dos grupos mais “populares” e acabam vivendo em seu universo de livros, informação e conhecimento. Porém, com o passar do tempo, vindo a vida adulta, os estudiosos do passado se tornam muito promissores em suas carreiras profissionais, exatamente por possuírem o perfil de serem aplicados e de terem um conhecimento bastante elevado. Como diz um vídeo do Youtube: “O nerd de hoje é o cara rico de amanhã”.

Na igreja, nós temos alguns momentos de estudo: a escolinha bíblica, a instrução de confirmandos, a juventude, reuniões de senhoras, reuniões de leigos, os estudos bíblicos e o culto. São momentos de aprendizado importantes e que deveriam fazer parte de nossa rotina cristã. Contudo, o que realmente sabemos sobre a Bíblia e suas doutrinas é relativamente pouco. Quando somos confrontados com pessoas de outras igrejas, nos enrolamos para falar sobre o que cremos. Dizemos que temos a DOUTRINA correta, mas nem sabemos direito qual é essa doutrina. E se sabemos um pouco da doutrina, não sabemos como defendê-la com argumentos bíblicos. Talvez esteja na hora de nos tornarmos um pouco mais “NERDs” e “CDFs” no que se refere a estudar a Bíblia e sua doutrina.

O grande momento de aprendizado em nossa igreja é a Instrução de Confirmandos. Geralmente um período de um a três anos que estudamos as doutrinas fundamentais de nossa igreja. Decoramos algumas partes do Catecismo Menor e alguns versículos da Bíblia. Passado o período de Instrução, somos confirmados e damos adeus aos estudos. A partir daí, nos tornamos assistidores de cultos e estudos. Estudamos muito pouco depois disso.

No Antigo Testamento, Deus pediu que o seu povo repetisse sempre a sua Lei! Que escrevesse ao redor de suas portas e que amarrasse nos braços e na testa o seu ensinamento. Porque dessa forma, a sua palavra alcançaria o coração. O pastor Timóteo foi ensinado desde pequeno sobre a Bíblia e se tornou um grande homem de Deus e levou a salvação a muitas pessoas.

A Bíblia é o livro que traz informações que nos dão a sabedoria que leva a salvação. Se ser CDF na escola pode fazer com que uma pessoa se torne o cara rico de amanhã, ser NERD com relação a Bíblia e sua doutrina pode nos tornar possuidores de uma riqueza incomparavelmente maior do que a deste mundo. Porque este mundo e tudo o que há nele passa, mas as riquezas acumuladas no céu jamais passarão ou desvalorizarão.

O que fazemos na nossa juventude ajudará a nos tornarmos o que seremos no futuro. Por isso, ao ser confirmado, não é hora de esquecer o Catecismo e a Bíblia em um canto, mas é hora de elevar o nível de estudo. Passamos pela Educação Infantil (Escola Dominical), pela Instrução de Confirmandos (Ensino Fundamental ou 1º Grau) e depois disso é preciso buscar mais. Os estudos no grupo de jovens, em nossas casas, nos cultos e estudos bíblicos podem se tornar nosso Ensino Médio e Faculdade. Precisamos buscar isso, sermos mestres e doutores no conhecimento bíblico, porque não há conhecimento maior e que mais precisa ser buscado do que ele.

A Bíblia é Inspirada por Deus. É Deus nos dando aula sobre a salvação, sobre a nossa vida, sobre tudo o que é mais importante. Então, vamos buscar isso, vamos tornar nossa juventude espaço de aprendizado. Vamos cantar, louvar, brincar, mas principalmente estudar a Palavra de Deus e nos tornar NERDs e CDFs na palavra de Deus. Que Ele nos ajude e nos guie para conseguirmos alcançar isso. Amém.

 

Publicado por: Miguel Dolny | 23 agosto, 2010

A porta estreita

Passagem-tema: “Alguém perguntou: – Senhor, são poucos os que vão ser salvos? Jesus respondeu: – Façam tudo para entrar pela porta estreita. Pois eu afirmo a vocês que muitos vão querer entrar, mas não poderão” (Lucas 13.23-24 – NTLH).

Em certo momento alguém questionou Jesus: “Senhor, são poucos os que vão ser salvos?” (v. 23). Você já parou pra pensar nisso? Talvez você já tenha se dado conta da forma como está a humanidade, da falta de amor, da corrupção, inveja, brigas, ódio, infidelidade, falta de justiça, falta de paz. A dúvida pode parecer normal: “Quantos de nós ainda serão salvos? Será que alguém de nós merece a salvação?”.

Mas vamos voltar bastante no tempo, na verdade, até o início dos tempos, quando o homem foi criado semelhante a Deus, sem qualquer pecado. Deus criou o mundo e tudo o que nele há, inclusive o jardim do Éden. O Senhor pôs o homem no jardim para dele cuidar e nele fazer plantações. E deu ao homem a seguinte ordem: “Você pode comer as frutas de qualquer árvore do jardim, menos da árvore que dá o conhecimento do bem e do mal. Não coma a fruta dessa árvore; pois, no dia em que você a comer, certamente morrerá” (Gn 2.16-17). Então veio a cobra, o animal mais esperto que o Senhor havia feito, e disse a Eva que não tinha problema se ela comesse aquela fruta, pois com isso seus olhos se abririam, e ela teria o conhecimento do bem e do mal. E Eva comeu a fruta, e deu a Adão e ele também comeu.

Deus havia criado tudo de forma maravilhosa, perfeita. Imagine como deveria ser, caminhar pelos belíssimos e intocados cenários criados pelas mãos poderosas de Deus, subir montes, brincar com os animais, nadar em fontes de águas cristalinas, com a certeza da proteção do Senhor. Deus estava ali, conversava com o homem, dava a ele todo o cuidado e amor. E Deus só fez uma recomendação ao homem: “Não coma a fruta dessa árvore” (Gn 2.17). Você não precisa dela, você não precisa conhecer o bem e o mal, você só precisa confiar em mim. Mas o homem não quis confiar em Deus; quis sabedoria, e comeu o fruto do pecado.

A sabedoria, a inteligência, o conhecimento, são virtudes que nós ainda buscamos. Quantos de nós estão procurando se aperfeiçoar em seus conhecimentos? Talvez para passar de ano no colégio, para conseguir uma vaga na Universidade, uma promoção no trabalho, um bom negócio, uma melhor administração das contas. Mas quem de nós está preocupado em obter a verdadeira sabedoria, aquela que nos dá a vida? Jó 28.12-15 diz: “Mas onde pode ser achada a sabedoria? Em que lugar está a inteligência? Os seres humanos não conhecem o valor da sabedoria e não a encontram neste mundo. O Oceano afirma: ‘Aqui não está’, e o Mar diz: ‘Aqui também não’. Ela não pode ser comprada com ouro, nem trocada por prata”. E o versículo 28 revela: “Para ser sábio é preciso temer o Senhor”.

A pergunta que fizeram a Jesus, sobre quantos seriam salvos, é um exemplo de dúvida, incerteza e, com isso, busca por sabedoria. Mas a resposta de Jesus é clara: Você não precisa se preocupar com quantos serão salvos; apenas deve fazer de tudo para entrar pela porta estreita. Para isso, você precisa ser como Adão antes de pecar, quando confiava plenamente em Deus, você só precisa confiar em mim. A Palavra de Deus, nossa fonte de consulta para alcançar sabedoria, nos aponta o caminho para a porta estreita, quando Jesus diz em João 10.9: “Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo”. Aí está o conhecimento que importa.

Mas devemos tomar cuidado e refletir também sobre o final de nossa passagem: “muitos vão querer entrar, mas não poderão”. Fica claro para os cristãos o sentido desse trecho. A porta é estreita, mas sabemos onde ela está. No entanto, diariamente somos sufocados por portas maiores, que abrimos e que nos mostram outras portas, que podem nos prender em um ciclo difícil de sair.

Aí voltamos a falar de conhecimento. A bibliografia construída pelo homem é praticamente impossível de ser contada; além disso, com a facilidade de acesso à internet, as portas que temos para abrir são infindáveis, com alguns cliques pode-se buscar qualquer termo e encontrar respostas relevantes. É possível construir redes sociais para debater ideias, questões complexas que a ciência ainda não respondeu. E são muito frequentes as discussões relacionadas ao cristianismo, à fé, desde o princípio – evolução ou criação? – até a ressurreição, reencarnação ou simplesmente o fim da vida. São as portas do conhecimento – não necessariamente verdadeiro – que vão se abrindo, e, quando percebemos, já estamos nós mesmos questionando nossa fé e perguntando: “Quantos de nós serão salvos?”.

É por essas e outras que a porta é estreita. Nós temos a certeza da salvação em Cristo Jesus, mas precisamos nos nutrir do conhecimento verdadeiro dia após dia. Dessa maneira, através da ação do Espírito Santo em nossas vidas, nossa certeza será cada vez maior e teremos mais chances de não fraquejar quando colocados em dúvida, mas saberemos a maneira certa de responder. Precisamos encher nossos corações e mentes das verdades reveladas por Deus em Sua Palavra, para que nossas bocas falem do que nossos corações estejam cheios. Assim, além de estarmos trilhando o caminho em direção à porta estreita que nos dá a vida, estaremos levando a Verdade ao nosso próximo, e assim mais pessoas terão a chance de receberem a salvação.

Precisamos sempre lembrar que a porta é estreita. Não amedrontados, incertos se entraremos ou não por ela, mas procurando aplicar o ensinamento de Jó 28.28: “Para ser sábio é preciso temer o Senhor”. Temer o Senhor é confiar plenamente n’Ele, é colocá-lo em primeiro lugar. Que Deus nos mantenha firmes na fé verdadeira e nos permita passar pela estreita porta da salvação, Cristo Jesus, Amém.

Publicado por: jerritomm | 5 agosto, 2010

EU E MINHA FAMÍLIA SERVIREMOS A DEUS

Josué 24.15b – “…eu e minha família serviremos a Deus, o SENHOR.”

Família – este termo tem sofrido grandes mudanças nos últimos tempos. Aquilo que era indissociável e que, por pior que estivesse a situação do relacionamento dos pais, não se desfazia… Porém modernidade chegou e hoje temos o conceito família totalmente aberto a novas configurações, famílias sem pai são bem comuns, casais com filhos que não são irmãos já não é uma impossibilidade lógica e famílias com dois pais ou duas mães é a nova configuração juridicamente possível atualmente. Mas não quero só falar dos malefícios dos tempos modernos, há também coisas boas, agora podemos casar com a pessoa que queremos e amamos, isso para mim é um progresso inquestionável. Mas o culto ao prazer (edonismo) parece ter mudado tudo de perspectiva.

Quando Deus criou a família tinha a intenção que estes se relacionassem, tivessem filhos e dominassem a terra. Não deu maiores explicações, já que tudo era bom. Mas aconteceu o pecado, vieram as mentiras (Adão e Eva), a violência (Caim e Abel) e tudo passou a ter necessariamente sofrimento. A maioria das famílias que são citadas na Bíblia tiveram grandes provações e grandes problemas também. Abraão teve filho com uma outra mulher, Isaque e Raquel tiveram dois filhos que se odiavam, Jacó teve duas mulheres, uma ele amava e a outra não, e seus filhos venderam um dos irmãos. Poderia aqui falar de Davi, Salomão e muitos outros, mas a lista seria grande demais para a ocasião. Mas o que importa é que com a exceção de quando o povo de Israel tinha muitas mulheres estrangeiras e idólatras em seu meio, nunca Ele pediu para que famílias fossem desfeitas, que casamentos fossem rompidos, mas sim, como dizem as palavras de Jesus – “que ninguém separe o que Deus uniu” (Mt. 19.6).

Mas voltando a modernidade, a família já não é uma instituição admirada e buscada. É lembrada pelo sacrifício e perda de liberdade que ela provoca. Nosso tempo prega que temos que aproveitar a vida, gozar dos prazeres disponíveis, ser jovem por todo tempo que puder, custe quantas plásticas custarem. Não abrir mão da individualidade é palavra de ordem, seja você mesmo, não importa as consequências. Mas, por causas dos resquícios de tradição, as pessoas se casam mais tarde, tem filhos mais tarde, e se tudo ficar difícil, os problemas se amontoarem, o divórcio resolve. Se não é mais prazeroso, é melhor que termine.

Não é minha intenção aqui proclamar o casamento indissolúvel ou analisar separações em particular, nossa natureza humana não nos permite perfeição. Só quero enfatizar o versículo acima: “Eu e minha família serviremos a Deus.” Não vou dizer que tudo se resolve com esse versículo, mas sinceramente acredito que se uma família começa com esse versículo ela terá menos probabilidade de terminar. Quando dois jovens ou não tão jovens resolvem construir uma família e sinceramente colocam diante de si Deus, são sinceros em suas orações e buscam fazer a vontade dEle, tudo tem mais chances de ser melhor e de dar certo.

O casamento realmente tira a liberdade, você não é mais só, existe alguém ao seu lado e esse alguém tem vontades, manias e defeitos e isso vai te limitar, e aprender a lidar com isso é um desafio para o qual não estamos preparados ou sendo preparados, mas diante disso, temos o nosso Deus e Ele sempre escuta e ajuda. Porém, o casamento também não é só limitação, é expansão. Ter alguém aos seu lado te possibilita ir além do que você consegue ir sozinho, alguém que te ouve na tristeza, alguém com quem você planeja seu futuro, que te incentiva, vai fazer você ser capaz de chegar onde sozinho não poderia. Con“tudo”, tudo o que você espera receber também deve oferecer, da maneira como a pessoa que está ao seu lado deseja e que seja o melhor para ela.

“Eu e minha família serviremos a Deus” não é uma receita, mas é o melhor conselho que pode-se dar. O gozo da juventude eterna não é vontade de Deus, foi por isso que Ele nos deu o desejo de nos unirmos a alguém, não só para desfrutar do prazer que isso proporciona, mas para construir pequenos universos de relações, com tudo de bom que pode acontecer, mas enfrentando todas as dificuldades que possam surgir. Sinto que muita gente tem medo do casamento, o mundo a nossa volta prega outra coisa do que nós cremos, mas é da vontade de Deus que formemos nossas famílias, que lutemos por elas com todas as nossas forças, mas sem esquecer que não vamos a lugar nenhum sem Deus e será ele que dará as forças para ir além quando tudo parecer não dar certo e quando você achar que não pode ir adiante.

Então JOVENS, tornem-se adultos, casem-se e formem suas famílias e quando isso acontecer digam: “Eu e minha família serviremos a Deus”. Que o SENHOR abençoe a sua família. Amém.

Publicado por: Daniela | 8 julho, 2010

DIA DA CRIANÇA

Não devemos deixar morrer a criança que há dentro de nós… Isso todo mundo já sabe.

O dia das crianças está chegando, muitos já se preparam para homenageá-las, então deixemos a criança que está dentro de nós tomar conta de nossa imaginação e sentimentos para criar algo realmente atraente e significativo para as nossas crianças.

Programações para comemorar o dia das crianças:

– Congresso Mirim: Muitas congregações ou distritos festejam o dia das crianças com um congresso mirim, normalmente as crianças adoram, mas é preciso uma programação realmente interessante e não apenas dar uma folga para as mães e levar as crianças pra passear. Gincanas de acordo com as idades, teatro (fantoches, personagens bíblicos, palhaços, etc), esportes, oficinas de música, dança, teatro, brinquedos infláveis, etc. Enfim, uma programação dinâmica e bem organizada, pois criança não tem paciência e muitas vezes não entende que precisa esperar para as coisas acontecerem, é preciso uma organização tal que tudo esteja pronto a espera das crianças. Lanche é uma hora muito festiva também, que tal festival de porcaria? (sorvete, balas, chocolates, algodão doce, etc) ou então algo mais interessante ainda, festival da fruta (mesas ornamentadas com diferentes tipos de frutas formando personagens ou um enorme cenário). Se tiver música ao vivo, melhor, porque a banda da congregação só toca em congresso jovem? As crianças também adoram cantar e fazer coreografias. Além disso, capriche na decoração com muitas figuras e cores. Enfim, podemos falar horas sobre programação para crianças, mas seria muito interessante perguntar a elas o que gostariam de fazer em um congresso mirim, que tal? Você pode se surpreender.

– Noite do Pijama ou acampadentro: Particularmente adoro este tipo de programa. Preparar um local para receber as crianças para uma noitada de farra é muito bom. Se tiver um local adequado, pode-se fazer maravilhas. É legal escolher um tema para ser trabalhado na noite, por exemplo: “A Criação”, Pode-se montar cada dia da criação em uma sala diferente e levar as crianças como em uma excursão pela criação. Fazer uma sessão de cinema com pipoca é outra coisa legal. Pode-se incrementar a noite com convidados como mágico, grupo teatral, oficina de percussão ou ritmo, etc. Na hora de dormir, preparar um local bem aconchegante, de preferência por idades e ter adultos dispostos a ficar acordados acompanhando as crianças. É importante ter o telefone dos pais e saber dos “rituais para dormir” como mamadeiras, fraldas, bichinhos ou paninhos para dormir, etc. Nesta programação a decoração dos ambientas também é muito importante.

– Culto Das Crianças: É complicado deslocar as crianças ou não tem lugar apropriado para acomodar as crianças? Então organizar um super culto comemorativo é a missão para esta data. Entenda que organizar um culto para as crianças não significa trazer as crianças para uma programação a parte, pelo contrário, é utilizar o horário do culto normal da congregação e com a presença de todos, mas utilizando linguajar e recursos especiais para as crianças. Músicas infantis (normalmente a congregação acaba se divertindo muito cantando e fazendo os gestos junto com as crianças), pedir para que os pais façam oração pelos seus filhos, decoração da igreja, mensagem encenada com a participação de grupo teatral ou os próprios pais, é fantástico, ou ainda preparar uma mensagem com painéis. O pastor ou professora da escolinha pode puxar a frente da “liturgia” especial. Encenar histórias como Davi e Golias, Arca de Noé, Samuel, Jonas e a baleia, etc… Sempre pensando no olhar da criança em relação a história, dar ênfase na ação e nos “heróis”, explorar figurino, maquiagem e cenário.

Dicas:

– Ver material do grupo “Crianças diante do Trono”;

– Confeccionar uma grande bíblia e colocar na porta do local do evento, as crianças e demais convidados deverão entrar pela bíblia para acessar o ambiente;

– Sortear ou presentear com diversos brindes, balões, etc;

– Confeccionar com as crianças uma camiseta, cada um pinta a sua;

– Oficina de culinária, fazer uma receita com as crianças;

– Levar pessoas de diversas atividades dentro da igreja ou sociedade para as crianças entrevistarem;

– Levar algumas crianças para participarem de um programa de rádio, se a congregação tiver;

– Organizar um passeio ao cinema, zoológico, parque, etc;

Bom, já temos aqui diversas idéias para o dia das crianças, torne-se uma e aproveite!

Publicado por: Daniela | 27 maio, 2010

Teatro na escola bíblica – Contando Histórias!

Trabalhar com crianças é fantástico. É claro que envolve muita responsabilidade, cuidado e muita criatividade para prender a atenção dos baixinhos, principalmente na hora de contar Histórias da Bíblia.

Na psicologia é sabido que a personalidade de uma criança se desenvolve até os 5 anos de idade. Portanto se conseguirmos colocar raízes cristãs nesta criança, faremos um grande bem a ela. Por isso a importância de ensinar a Palavra de Deus ás crianças. Um local muito propício certamente é na Escola Bíblica infantil.

Hoje na igreja cristã muito tem se falado que uma das estratégias mais significativas para o evangelismo é o trabalho missionário com crianças. A igreja luterana vem trabalhando neste sentido. Hoje muitas escolas bíblicas tem como foco a missão. Levar o evangelho de Jesus Cristo a todos, também ás crianças.

Acredito que caminhamos corretamente e podemos ensinar a Palavra de Deus não somente ás crianças da congregação, mas ás crianças do bairro, da cidade. O grande desafio é em transmitir a Palavra de Deus de uma forma que as crianças entendam e guardem em seus corações as histórias maravilhosas que encontramos relatadas na Bíblia, cuja principal é a boa nova do evangelho “que Jesus é o nosso Salvador”.

É neste contexto que quero falar que o teatro é uma excelente forma de atrair a atenção das crianças. Crianças gostam de coisas novas. Gostam de novidades. Qualquer pessoa que já foi professor (a) de Escola bíblica sabe do que estou falando. Se você chegar e ler uma historinha, sem ação, as crianças não prestam atenção. É preciso contar com ação, trazer figuras, objetos, envolver a atenção da criança, para que a Palavra de Deus seja assimilada.

Uma das formas muito interessantes de se contar Histórias Bíblicas é através do teatro. Colocar a criança como personagem. Elas adoram. A história acaba sendo uma brincadeira e certamente elas compreendem melhor.

Tomemos como exemplo a passagem em que Jesus escolhe os 12 apóstolos (Mc 3. 13-19). A professora ou professor pode representar Jesus e ir chamando cada criança como se fosse um apóstolo, fazendo com que a criança se apresente “Eu sou Pedro; eu sou João… e assim por diante.” A criança vivência a cena, e a história faz sentido a ela.

Usar o teatro na escola bíblica para contar uma história bíblica é ser criativo e atrativo para as crianças.

Marlus Seling, 2010.

Publicado por: Luise Lüdke | 17 abril, 2010

DEUS PREPARA E CAPACITA, NÓS REALIZAMOS

“Pois foi Deus quem nos fez o que somos agora, em nossa união com Cristo Jesus, ele nos criou para que fizéssemos as boas obras que ele já havia preparado para nós.” Ef 2.10

Ao ler o livro de Atos dos Apóstolos, nos deparamos com grandes exemplos de fé e trabalho dos discípulos, após a ascensão de Jesus, para a proclamação do Evangelho e da Boa Nova da Sua ressurreição e vitória sobre a morte. Estas pessoas foram corajosas e amaram tanto seu próximo a ponto de colocar suas vidas em risco para que ele pudesse conhecer a Deus e ter a vida eterna por intermédio de Jesus.

Tantos exemplos nos levam a refletir: ‘ e eu… qual o meu papel, qual a parte que me cabe no trabalho na igreja?’. Essa pergunta pode angustiar muito, pois existe tanto a ser feito e nos vemos paralisados diante da imensidão de necessidades da igreja e do mundo afora. Os que já fazem algum tipo de atividade na igreja, seja na parte administrativa seja na evangelização e testemunho, também se perguntam: ‘o que faço é suficiente?’.

Nos esquecemos por vezes que o trabalho não é nosso, é Deus quem prepara as obras para que nós possamos realizá-las em união com Jesus, e assim levar o amor de Deus ao mundo (Ef 2.10). Quantas vezes não nos orgulhamos das obras das ‘nossas’ mãos e dizemos com boca cheia ‘eu fiz’?

Deus espera que entreguemos nossas vidas nas Suas mãos para descansarmos e confiarmos nos propósitos que Ele tem para cada um de nós; Deus nos conhece antes mesmos de termos nascido e os nossos dias estão todos escritos no Seu livro (Sl 139.16). As boas obras ele já preparou por nós, só nos cabe agir e realizar estas obras por meio do fortalecimento da nossa fé (Tg 2.26).

Mas como saber o que Deus quer de nós?! Dobrando nossos joelhos e pedindo que Ele nos revele e cumpra em nós Seus propósitos, pedindo que nos oriente para o trabalho no engrandecimento do Seu Reino, buscando colocar em prática os dons que Ele bondosamente nos dá. Deus nos capacita para o trabalho!

Assim, não corremos o risco de inventar de nossas próprias cabeças atividades e ações para simplesmente cumprir com a ‘obrigação de um bom cristão’. Tão pouco corremos o risco de pensar que o nosso trabalho pode ser realizado por outros, pois sabemos que Deus conta conosco, com a nossa particularidade no trabalho!

Que se cumpra sempre em nosso pensar e agir a vontade de Deus!

Publicado por: jerritomm | 7 março, 2010

PODER DA ORAÇÃO, PODER DE DEUS

Esses dias atrás eu estava lendo o devocionário “Cinco Minutos com Jesus” e a leitura bíblica do dia me chamou muito a atenção, me impressionou mesmo. Separei alguns versículos para dividir com vocês.

Salmos 18.6,9,10,16,19 – “No meu desespero, eu clamei ao Senhor e pedi que ele me ajudasse. Do seu templo no céu o Senhor ouviu a minha voz, ele escutou o meu grito de socorro. […] Ele abriu o céu e desceu com uma nuvem escura debaixo dos pés. Voou nas costas de um querubim e viajou rápido nas asas do vento. […] Lá do alto, o Senhor me estendeu a mão e me segurou; ele me tirou do mar profundo. […] me livrou do perigo e me salvou porque me ama.”

Atraiu-me nessa passagem o fato de mostrar Deus agindo, se movendo, se deslocando dos Céus em direção a Davi, que clama desesperado por ajuda. Engraçado é que uma passagem dessas não deveria nos causar surpresa, já que Jesus deixou o Céu, se tornou um ser humano e nos salvou através de sua morte e ressurreição. Mas o que podemos tirar dessa passagem e de toda a obra de Jesus em nosso favor?

Nossas orações, que dirigimos a Deus todos os dias, em meio à angústias ou não, muitas vezes as fazemos sem muita esperança de receber resposta, nosso costume de colocar nossos pedidos nas mãos de Deus com a frase no fim “seja feita a sua vontade” faz com que muitas vezes deixemos de esperar que Deus atenda às nossas orações.

Mas o que esperamos de Deus?

Esses dias, tive uma experiência interessante com isso. Em um domingo desses, estava conversando com uma amiga, falávamos de nossas angústias, eu estava desempregado e desesperado porque teria que vender minha moto, não tinha mais dinheiro nem para pagar as prestações. Minha amiga também estava com algumas preocupações diante de dúvidas diante do futuro, entre outros problemas. Naquela noite ela me mandou uma mensagem pedindo que eu orasse por ela. Respondi e pedi que ela orasse por mim. Naquela noite nós oramos pelos nossos problemas e um pelo outro. Na manhã seguinte recebi um telefone, me chamando para levar meus documentos numa escola para ser contratado. Sou sincero em dizer que fiquei assustado com isso. Não esperava por uma resposta de Deus dessa forma. Mas foi maravilhoso. Minha amiga também teve um pouco de seus pedidos atendidos, de uma forma muito mais complicada, mas posso dizer que foi uma intervenção divina.

Em função do que foi dito, o que podemos esperar de Deus, o que devemos esperar de nossas orações. Uma frase me incomoda, as pessoas falam no poder da oração, eu prefiro falar no poder de nosso Deus que nos escuta sempre. Por isso, acredito que Deus está sempre descendo de seu templo no céu para vir nos ajudar a resolver os nossos problemas, nos segurar para não caírmos, nos salvar em todos os momentos.

O que precisamos é prestar mais atenção nas coisas que acontecem na nossa vida, na verdade não há um só momento em que Deus não deixe o céu e esteja realizando coisas na nossa vida, nos livrando de problemas e perigos que nos cercam. Gostamos de falar em sorte ou em acaso, mas quem crê em Deus não pode acreditar em sorte e acaso, tudo tem seu propósito e o Senhor por trás.

E o que devemos fazer quando não somos atendidos? Bom, podemos continuar pedindo e esperar, também podemos avaliar a real necessidade do que estamos pedindo e concluir que Deus não nos atendeu porque Ele, na sua sabedoria, acha que não precisamos do que pedimos, mas sim de outras coisas, as quais Ele está nos dando agora ou nos dará no futuro. Enfim, é sábio sim dizer em nossas orações dizer “seja feita a sua vontade”, Jesus orou assim e aceitou a vontade do Pai que não lhe atendeu seu pedido quando estava prestes para ser entregue para ser morto. Mas aquilo que está afligindo nosso coração, devemos colocar diante de Deus, não importa o tempo ou as circunstância. Deus nos ajudará no momento certo.

Deus nos ama. Nessa confiança devemos fazer nossas orações, Deus nos dará tudo o que precisarmos, virá sempre ao nosso encontro para nos amparar, nos ajudará em todas as nossas dificuldades. Oremos sempre, por nós, por nossos amigos, por todos que você conhece as necessidades. Deus certamente te ouvirá.

Publicado por: Luise Lüdke | 20 fevereiro, 2010

Amizade: perfume da vida

Assim como os perfumes alegram a vida, a amizade sincera dá ânimo para viver. PV 27.9

Quantos amigos sinceros você tem? Você pode contá-los nos dedos ou se perde nas contas? Recentemente me mudei de cidade e deixei a companhia de muitos amigos. Senti e ainda sinto muita falta da convivência com aqueles que me conhecem, que sabem das coisas que gosto, dos problemas que enfrento e do que me causa alegria. Sinto falta do olhar daqueles que sabem quem sou verdadeiramente.

Isso me fez refletir fortemente sobre o que é a amizade. Em uma busca pela internet, achei o seguinte significado em um dicionário online: Uma espécie de semelhança entre pessoas, um ser que seguirei até o exílio, que defenderei com todas as minhas forças, é uma disposição permanente que decorre de uma escolha livre e recíproca. E ainda segundo Aristóteles, a amizade é uma virtude, um fruto do hábito e da vontade. Ou seja, somos amigos dos que são semelhantes a nós e de quem nós escolhemos de livre vontade.

Ser amigo de pessoas com as quais nos identificamos e gostamos é fácil. Amamos essas pessoas de forma bastante espontânea, as defendemos e ‘seguimos até o fim’. E aqueles que têm um estilo de vida totalmente diferente do nosso, aqueles que se vestem diferente, que falam diferente? E aqueles que gostam do estilo de musica que mais odiamos, que fazem coisas que detestamos? E aqueles que não acreditam em Deus? Pela definição de amizade acima, eles poderiam ser nossos amigos? Nós os escolheríamos, os defenderíamos?

Deus nos deu um mandamento: ama teu próximo como a ti mesmo! E pelo amor que Deus nos revelou em Jesus que morreu na cruz por nós, hoje somos livres pra servir e escolher por vontade própria amar também aqueles que são diferentes de nós. E apesar das diferenças que afastam as pessoas, ainda temos semelhanças indiscutíveis que nos unem: somos igualmente pecadores, somos todos filhos do mesmo Pai e dependemos da Sua bondade que nos perdoa os pecados!

Além do mais, temos Jesus que é nosso melhor amigo. Ele escolheu por vontade própria morrer por nós, apesar de muitas vezes escolhermos caminhos que não nos levam até Ele, apesar de não sermos seus amigos fiéis. Olhando para Jesus como exemplo de amizade e amor escolho hoje permitir que outras pessoas se aproximem de mim, escolho não julgar os que me rodeiam e dar uma chance para que novas amizades verdadeiras nasçam, para que nelas eu tenha a oportunidade de testemunhar, louvar e adorar a Deus em comunhão com meus irmãos!

É nessa comunhão que encontramos forças e ânimo para continuar a viver em Cristo! Que Deus nos ajude nessas escolhas que perfuma nossas vidas!

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